Consumidores afirmam enfrentar dificuldades para contato com o SAC depois do anúncio de recolhimento de produtos da marca

Gabriela Nogueira Publicado em 08/05/2026, às 15h16
A suspensão da fabricação e da distribuição de determinados produtos da Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) provocou uma onda de reclamações de consumidores nas redes sociais. Desde o anúncio da medida, clientes relatam dificuldades para conseguir atendimento nos canais oficiais da empresa.
As queixas se concentram principalmente no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), indicado pela própria Anvisa para orientar compradores sobre o recolhimento dos itens afetados. Usuários afirmam que as ligações não são completadas ou permanecem sem resposta, além de apontarem demora no retorno por e-mail.
A decisão da Anvisa foi divulgada após uma inspeção realizada na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. Segundo o órgão, foram identificadas falhas nos processos de fabricação e no sistema de controle de qualidade, o que motivou a determinação de recolhimento de produtos de lotes específicos.
A medida atinge itens das linhas de lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes. De acordo com a agência, apenas produtos cujos lotes terminam com o número 1 estão incluídos na suspensão.
Entre os produtos listados estão versões de detergentes Ypê, lava-roupas Tixan Ypê e desinfetantes da marca Bak Ypê. A orientação é para que consumidores interrompam imediatamente o uso dos itens afetados e busquem informações junto à fabricante.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Ypê afirmou que os produtos seguem seguros para utilização e declarou possuir estudos técnicos que comprovariam a segurança das fórmulas. A empresa também informou que mantém diálogo com a Anvisa e acredita na revisão da decisão em curto prazo.
Apesar disso, consumidores seguem relatando dificuldades para acessar os canais de atendimento indicados pela companhia. Até o momento, a empresa não detalhou se houve instabilidade no SAC nem informou prazo para normalização do serviço.
A repercussão do caso aumentou nas últimas horas, especialmente entre clientes que desejam orientações sobre troca, devolução ou descarte dos produtos incluídos na determinação da agência sanitária.
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