Dividir cama causa morte de três em cada cinco bebês

Gabrielly Bento Publicado em 30/04/2024, às 18h49
Estudo recente da Academia Americana de Pediatria (AAP) revela que 60% dos casos de morte súbita e inesperada em bebês(SUID) estão associados ao compartilhamento da cama com adultos ou outros irmãos.
Segundo o UOL, o levantamento, conduzido por um time de especialistas que incluiu membros dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), examinou 7.595 casos de SUID em 23 estados dos Estados Unidos entre 2011 e 2020. Os resultados demonstraram que três em cada cinco bebês mortos estavam dividindo o local de dormir com outras pessoas no momento do falecimento.
"Nossos resultados apoiam aconselhamento abrangente sobre sono seguro para cada família em cada encontro, além de apenas perguntar onde um bebê está dormindo", diz a pesquisa "Características das Mortes Súbitas e Inesperadas de Lactentes em Superfícies de Sono Compartilhadas e Não Compartilhadas".
A pesquisa destacou que os bebês que faleceram enquanto compartilhavam a cama tinham perfis específicos diferentes dos que dormiam sozinhos. A maior parte desses bebês eram negros, dependente de programas governamentais de saúde, e tinham entre zero a três meses de idade.
Vale salientar que os pesquisadores descobriram que pelo menos 76% de casos de SUID estavam associados a múltiplos aspectos de risco relacionados ao sono, variando desde a posição de dormir até a influência de substâncias como drogas ou álcool em adultos presentes. Predominantemente, esses bebês compartilhavam a superfície de dormir com adultos (68,2%), numa cama de adulto (75,9%) e com mais de uma pessoa (51,6%).
O relatório também aponta que ocorrem aproximadamente 3.400 casos anuais de SUID nos EUA. Em um esforço para reduzir esse risco, a AAP recomenda que os bebês durmam de costas, em uma base rígida e plana, livre de objetos fofos ou roupas de cama soltas, e alerta contra o compartilhamento da superfície de dormir com outros.
"É crucial que os profissionais de saúde abordem e discutam de forma abrangente as práticas de sono infantil durante as consultas pré-natais e consultas de rotina. Incorporar os pais nessas discussões sobre suas práticas de sono e auxiliá-los na tomada de decisões para abordar suas preocupações e, ao mesmo tempo, reduzir o risco de SUID é de imenso valor", afirmam no levantamento.
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