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Brasil deve registrar 73,6 mil casos de câncer de mama em 2025, aponta INCA

Especialistas reforçam necessidade de exames regulares e campanhas de conscientização

Estimativa serve de alerta para políticas de saúde e prevenção da doença - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Estimativa serve de alerta para políticas de saúde e prevenção da doença - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 03/10/2025, às 18h49


No dia 3 de outubro, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou uma nova publicação intitulada "Controle de câncer de mama no Brasil: dados e números 2025", coincidentemente no mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. Este documento tem como objetivo fornecer informações abrangentes sobre a incidência, mortalidade, fatores de risco, prevenção, além do acesso a exames e tratamentos, visando auxiliar profissionais de saúde e gestores em todo o país.

Conforme os dados apresentados pelo Inca, o câncer de mama se destaca como a principal causa de morte entre mulheres brasileiras. Para o ano corrente, estima-se que surgirão aproximadamente 73.610 novos casos da doença. Em 2023, o Brasil registrou mais de 20 mil óbitos em decorrência desse tipo de câncer. Entre os anos de 2020 e 2023, foi observada uma diminuição nas taxas de mortalidade entre mulheres na faixa etária de 40 a 49 anos.

O relatório aponta que a região Sudeste do Brasil apresenta a maior incidência da enfermidade, enquanto Santa Catarina se destaca com a taxa mais elevada entre as unidades da federação. No que diz respeito à mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste estão no topo da lista, com Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul apresentando as maiores taxas respectivamente.

A chefe da Divisão de Detecção Precoce e Organização de Rede do Inca, Renata Maciel, ressaltou que nos últimos três anos houve uma melhoria significativa no intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento. A Região Sul foi destacada por ter o maior percentual de casos tratados dentro de um prazo de 60 dias.

"A mortalidade entre mulheres com 80 anos ou mais tem aumentado, enquanto as taxas têm diminuído nas faixas etárias mais jovens. O grupo etário com maior percentual de mortes está entre 50 e 69 anos", afirmou Maciel.

Renata também enfatizou a necessidade urgente de aprimorar a cobertura do rastreamento para o câncer de mama, que atualmente é considerada baixa no Brasil. "Precisamos elevar essa cobertura para 70%. Hoje, algumas regiões do Norte apresentam índices em torno de 5,3%, enquanto o Espírito Santo alcança apenas 33%. Esses números são alarmantemente baixos. Nosso foco deve ser concentrado em um rastreamento organizado para que as mulheres realizem mamografias a cada dois anos", disse.

José Barreto, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, lembrou que as iniciativas voltadas ao rastreamento e diagnóstico precoce são parte integrante do programa "Agora Tem Especialista", implementado pelo governo federal. "Nosso objetivo é reduzir a fila de espera para tratamento. Tempo é vida quando se trata de câncer. Estamos incorporando novos medicamentos ao tratamento", concluiu Barreto.


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