Empresa informou que formulações contêm o composto TPO, incluído na lista de ingredientes vetados pela agência reguladora

Erika Osti Publicado em 16/03/2026, às 17h06
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala após a identificação de uma substância proibida na formulação dos produtos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16) e atinge cinco linhas de esmaltes fabricadas pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos.
Segundo a agência reguladora, os produtos contêm o composto Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, conhecido como TPO, incluído recentemente na lista de ingredientes vetados em cosméticos, itens de higiene pessoal e perfumes no Brasil. A decisão ocorre após estudos indicarem que a substância pode causar toxicidade reprodutiva, com possíveis prejuízos à fertilidade.
O recolhimento envolve todos os lotes das seguintes linhas: Plus Gel Esmalte Impala Gel, Esmalte Gel Impala Gel Plus, Gel Plus Impala Esmalte Gel, Esmalte Gel Plus Impala e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear. A determinação vale para todo o território nacional.
De acordo com a Anvisa, a própria empresa comunicou à agência que alguns produtos ainda continham o ingrediente proibido e informou que faria o recolhimento voluntário. A proibição do TPO foi estabelecida em resolução publicada em 30 de outubro de 2025. A partir dessa decisão, fabricantes e estabelecimentos tiveram prazo de 90 dias para retirar do mercado itens com a substância.
A diretora da Anvisa, Daniela Marreco, afirmou durante a discussão da medida que os riscos associados ao composto geralmente aparecem após exposições repetidas e prolongadas. Segundo ela, contatos ocasionais ou pouco frequentes tendem a apresentar risco significativamente menor, mas isso não elimina a necessidade de proibir o ingrediente por precaução e proteção à saúde pública.
Especialistas da agência ressaltam que o recolhimento é uma medida preventiva para garantir que produtos disponíveis aos consumidores estejam de acordo com as normas sanitárias vigentes. A orientação é que estabelecimentos interrompam a venda das linhas afetadas e que consumidores que possuam os produtos deixem de utilizá-los.
Procurada por veículos de imprensa, a empresa informou que está cumprindo a determinação da agência e elaborando um posicionamento oficial sobre o caso.
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