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Eleições 2026

Sul e Sudeste lideram desaprovação de Lula, aponta pesquisa Quaest

Pesquisa em 10 estados mostra força do presidente no Nordeste, avanço de Flávio Bolsonaro no Sul e Sudeste e cenário de polarização intensa para 2026.

Pesquisa Quaest aponta crescimento da oposição no Sul e Sudeste, enquanto Lula mantém força eleitoral no Nordeste - Imagem: Reprodução
Pesquisa Quaest aponta crescimento da oposição no Sul e Sudeste, enquanto Lula mantém força eleitoral no Nordeste - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 06/05/2026, às 09h42


A pesquisa Genial/Quaest revela uma divisão regional acentuada no Brasil, com Lula mantendo forte apoio no Nordeste, mas enfrentando crescente oposição no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o que representa um desafio para sua reeleição em 2026.

Os dados mostram Lula com ampla vantagem em estados nordestinos, como Pernambuco e Bahia, enquanto Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo e no Sul, refletindo um cenário de polarização política e desaprovação ao governo federal.

Com a pesquisa indicando um aumento na desaprovação do governo Lula, medidas para reverter essa tendência serão cruciais, especialmente em regiões onde a oposição se fortalece, como no Sudeste e Sul do país.

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) revelou um cenário de forte divisão regional no Brasil e acendeu um alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial de 2026. O levantamento realizado em 10 estados mostra Lula mantendo ampla vantagem no Nordeste, enquanto enfrenta crescimento da oposição no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Os números mostram que o presidente segue dominante em estados nordestinos. Em Pernambuco, Lula aparece com 53% das intenções de voto no primeiro turno, contra 19% de Flávio Bolsonaro. Na Bahia, o petista registra 50%, enquanto o senador aparece com 23%. Já no Ceará, Lula soma 49%, contra 19% de Flávio Bolsonaro.

No Pará, a disputa aparece mais apertada. Lula registra 35% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 32%, indicando cenário competitivo na região Norte.

Em Minas Gerais, considerado historicamente um dos estados mais decisivos das eleições presidenciais, Lula aparece com 33%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%, mantendo o cenário dentro da margem de erro em alguns recortes analisados pelo instituto.

Já no Sudeste e Sul, o levantamento mostra avanço da direita e crescimento da desaprovação ao governo federal. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro lidera com 38%, enquanto Lula aparece com 23%. No Rio de Janeiro, o senador registra 31%, contra 29% do presidente.

No Sul, a vantagem da oposição se amplia. No Paraná, Flávio Bolsonaro soma 34%, enquanto Lula registra 31%. No Rio Grande do Sul, o senador também aparece à frente, com 31%, contra 29% do petista.

Em Goiás, estado tradicionalmente conservador, Lula registra 20%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 25%. O estado também foi um dos que demonstraram maior resistência ao governo federal nos levantamentos recentes de aprovação presidencial.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno e mostrou Lula mantendo ampla vantagem no Nordeste. Na Bahia, o presidente venceria Flávio Bolsonaro por 55% a 22%. Em Pernambuco, o placar seria de 57% a 23%. No Ceará, Lula aparece com 56%, contra 28% do senador.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro lidera nos estados do Sul e Sudeste. Em São Paulo, o senador aparece com 47%, contra 35% de Lula. No Paraná, a diferença sobe para 50% a 30%. No Rio Grande do Sul, Flávio alcança 57%, enquanto Lula registra 31%. Já no Rio de Janeiro, o placar é de 45% a 32% para o senador.

O levantamento reforça a tendência de polarização política observada nas últimas eleições presidenciais. Enquanto Lula mantém forte apoio popular no Nordeste, a direita segue consolidada em parte significativa do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Além da disputa eleitoral, pesquisas nacionais recentes da Quaest mostram desgaste do governo federal. Segundo levantamento divulgado em abril, 52% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto 43% aprovam a gestão.


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