Réus respondem por crimes como golpe de Estado, organização criminosa armada e deterioração de patrimônio público

Lívia Gennari Publicado em 03/09/2025, às 08h34
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (3) o julgamento da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. Assim como ocorreu no primeiro dia nenhum dos acusados compareceu ao plenário, com exceção do general da reserva e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, que esteve presente na sessão de terça-feira (2).
A etapa desta manhã é voltada às sustentações orais das defesas. Estão previstos os advogados de Bolsonaro, do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); de Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e do general Braga Netto, também ex-ministro no governo anterior. Cada defesa tem até uma hora para apresentar seus argumentos.
A previsão é que as defesas sejam ouvidas até às 12h. Em seguida, começam os votos, iniciados pelo relator Alexandre de Moraes, seguido dos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que compõem a Primeira Turma do STF.
De acordo com o advogado Celso Vilardi, Bolsonaro não participará das sessões devido a problemas de saúde, como esofagite, gastrite e crises de soluço. O ex-presidente está em prisão domiciliar em Brasília, seguindo determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
A única exceção é o deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que teve parte das acusações suspensas com base na Constituição e responde a três das cinco imputações.
O esquema de segurança desta quarta-feira (3), nos arredores do Supremo, é menos intenso do que o registrado no dia anterior, e o fluxo de pessoas para acompanhar a sessão no Supremo também é menor.
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