Diário de São Paulo
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Retomada do STF

STF reabre trabalhos de 2026 em meio a crise institucional

Sessão solene marca retomada do Judiciário sob a presidência de Edson Fachin; caso Master e debates sobre conduta interna ganham destaque

Fachin busca consenso entre ministros para um Código de Conduta, visando fortalecer a credibilidade do STF diante da crise - Imagem: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF
Fachin busca consenso entre ministros para um Código de Conduta, visando fortalecer a credibilidade do STF diante da crise - Imagem: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

Letícia Sales Publicado em 02/02/2026, às 14h33


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma oficialmente os trabalhos do Judiciário em 2026 na tarde desta segunda-feira (2), com uma sessão solene marcada para as 14h, no plenário da Corte, em Brasília. A cerimônia será conduzida pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável pelo pronunciamento de abertura do ano judiciário.

Ao todo, nove ministros participarão presencialmente da sessão. O ministro Luiz Fux acompanhará a solenidade de forma virtual, por recomendação médica, em razão de um problema de saúde.

A Corte aguarda a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), reforçando o caráter institucional do evento.

A retomada das atividades ocorre em um contexto de tensão interna no Judiciário, com o avanço do inquérito conhecido como caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Durante o recesso, Edson Fachin antecipou seu retorno a Brasília para lidar com a crise institucional em torno do processo.

Desde então, o presidente do STF tem mantido conversas com outros ministros com o objetivo de construir consenso para a elaboração e aprovação de um Código de Conduta, iniciativa que busca fortalecer regras internas e preservar a credibilidade da Corte diante do cenário político e jurídico atual.

A sessão desta segunda-feira marca, portanto, não apenas o início formal dos trabalhos em 2026, mas também um momento de sinalização institucional do Supremo em meio a desafios internos e externos.


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