A defesa de Braga Netto argumenta que as acusações são antigas e não justificam a prisão preventiva

Gabriela Thier Publicado em 14/03/2025, às 18h37
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou a decisão, por quatro votos a um, de manter a prisão do ex-ministro Walter Braga Netto. Detido desde dezembro do ano passado, ele é alvo de investigações relacionadas a um suposto plano que teria como objetivo monitorar delações e financiar ações de militares contra o ministro Alexandre de Moraes. As acusações que recaem sobre Braga Netto são consideradas graves, sugerindo uma possível tentativa de golpe.
Braga Netto é investigado por sua suposta participação na obtenção de informações sobre o acordo de delação do tenente-coronel Mauro Cid, além de estar ligado ao financiamento de militares que estariam planejando um sequestro do ministro Moraes. A defesa do ex-ministro alega que os atos imputados a ele são antigos e não justificam a manutenção da prisão preventiva.
O voto do relator, Alexandre de Moraes, foi crucial para a decisão de manter a detenção, sendo respaldado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A Primeira Turma do STF tem uma nova reunião agendada para o dia 25 deste mês, quando irá deliberar sobre a aceitação da denúncia contra Braga Netto e outras sete pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, por supostas tentativas de golpe de Estado. A defesa de Braga Netto criticou duramente as declarações feitas por Cid, classificando as acusações como "surrealistas" e repletas de absurdos.
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