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Internação estável

Sônia Guajajara é internada em São Paulo com quadro infeccioso

Ministra apresenta melhora clínica e segue estável no InCor; saída do cargo está prevista para o fim de março

Durante sua gestão, Guajajara homologou 20 terras indígenas, superando a marca da década anterior em apenas três ano - Imagem: Reprodução/Governo Federal
Durante sua gestão, Guajajara homologou 20 terras indígenas, superando a marca da década anterior em apenas três ano - Imagem: Reprodução/Governo Federal

Letícia Sales Publicado em 22/03/2026, às 19h17


A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), foi internada no sábado (21) no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em São Paulo, para investigação de um quadro infeccioso.

Segundo informações do hospital, a ministra deu entrada após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. Em nota, a equipe médica informou que a febre foi controlada e que ela permanece internada, com quadro considerado estável, aguardando a realização de novos exames.

De acordo com publicação nas redes sociais da própria ministra, houve evolução clínica favorável desde a admissão, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais. O atendimento está sendo conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano. Ainda não há previsão de alta.

A internação ocorre um dia após Guajajara anunciar que deixará o comando do Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo ela, a saída da pasta deve ocorrer até o dia 30 de março. O atual secretário-executivo, Eloy Terena, é o nome cotado para assumir o cargo.

Criado em janeiro de 2023, no início do terceiro governo do presidente Lula, o Ministério dos Povos Indígenas passou a integrar o primeiro escalão do Executivo com o objetivo de fortalecer políticas voltadas às populações indígenas no país.

Durante sua gestão, Guajajara destacou avanços na política territorial, com a homologação de 20 terras indígenas em três anos — número superior ao registrado na década anterior. As ações incluíram a oficialização de áreas em diferentes estados, como Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso e Santa Catarina, além de novas homologações realizadas até 2025.

A atuação do ministério também envolve a proteção de povos isolados, a demarcação de territórios e a garantia de direitos constitucionais a mais de 1,7 milhão de indígenas de diferentes etnias no Brasil.


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