Subcomissão da CAE será coordenada por Renan Calheiros e acompanhará apurações sobre irregularidades no sistema financeiro

Letícia Sales Publicado em 04/02/2026, às 14h31
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou, nesta quarta-feira (4), uma subcomissão para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master, alvo de suspeitas de fraudes que podem alcançar cifras bilionárias. Composta por 13 integrantes e presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), a chamada Comissão do Banco Master terá como foco a apuração de condutas atribuídas à instituição e seus dirigentes, além de possíveis falhas na atuação de órgãos de fiscalização.
Segundo Renan, o caso representa uma das maiores fraudes bancárias já registradas no país e exige uma resposta firme do Congresso. O colegiado terá poderes para propor a quebra de sigilos bancário e telefônico, convocar investigados e testemunhas, realizar diligências e solicitar informações a autoridades. A atuação, segundo o senador, será complementar a eventuais CPIs, respeitando a competência da CAE na fiscalização do sistema financeiro nacional.
Entre os pontos que devem ser investigados estão a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB) e possíveis pressões políticas sobre órgãos como o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU). A comissão também pretende ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e encaminhar questionamentos formais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre reuniões envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro.
Paralelamente, pedidos de CPI e CPMI sobre o caso avançam no Congresso, refletindo disputas políticas sobre o formato e o alcance das investigações. Enquanto parte da oposição defende uma comissão mista, parlamentares da base governista afirmam apoiar iniciativas que priorizem a apuração técnica das fraudes, sem viés político.
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