Com a decisão do TRE-SP, Zambelli se torna inelegível por oito anos

Manoela Cardozo Publicado em 31/01/2025, às 16h15
Carla Zambelli, deputada federal pelo PL-SP, teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) nesta quinta-feira, em uma decisão que também a tornou inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022. A cassação foi determinada por cinco votos a dois, após a conclusão do julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida contra a parlamentar. O tribunal entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante sua campanha eleitoral.
A decisão, no entanto, ainda não é definitiva, pois cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância onde Zambelli pode tentar reverter a cassação e manter seus direitos políticos. Enquanto os recursos não são esgotados, ela pode continuar exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados.
Logo após o julgamento, Zambelli usou suas redes sociais para se manifestar, alegando ser alvo de perseguição política. "Fica claro que a perseguição política em nosso país, contra os conservadores, é visível como o sol do meio-dia", escreveu. Ela também afirmou que continuará representando São Paulo e seus eleitores enquanto houver possibilidade de recorrer da decisão.
A cassação de Zambelli está ligada a eventos ocorridos durante as eleições de 2022, quando a deputada protagonizou um episódio polêmico ao sacar uma arma e perseguir um homem negro em São Paulo na véspera do segundo turno. O caso teve grande repercussão e foi apontado pelo Ministério Público Eleitoral como um exemplo do abuso de poder que teria beneficiado sua campanha. Além disso, Zambelli já vinha sendo investigada por outras ações durante o período eleitoral, o que reforçou os argumentos contra sua conduta política.
A cassação de um mandato parlamentar é uma medida rara e indica a gravidade das acusações contra a deputada. Caso o TSE mantenha a decisão do TRE-SP, Zambelli perderá seu cargo imediatamente e ficará impedida de disputar eleições até 2030.
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