Senador afirma que encerrará trajetória política ao fim do mandato em 2026 e diz que decisão é motivada por sentimento de missão cumprida e desapego ao poder.

Ana Beatriz Publicado em 31/05/2026, às 16h37
O senador Rodrigo Pacheco anunciou que não buscará reeleição e deixará a política ao fim de seu mandato em dezembro de 2026, encerrando meses de especulações sobre seu futuro político e descartando candidaturas ao governo de Minas Gerais e ao Supremo Tribunal Federal.
Pacheco, que foi presidente do Senado entre 2021 e 2025, destacou que sua decisão de se afastar da vida pública já estava planejada e reflete um desapego ao poder, após um período de atuação significativa em reformas econômicas e na relação entre os Poderes.
Apesar de sua saída, Pacheco continuará exercendo suas funções até o final do mandato, e sua decisão pode impactar as articulações políticas para as eleições de 2026 em Minas Gerais, um estado estratégico no cenário nacional.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta sexta-feira (29) que pretende deixar a vida política ao término de seu mandato no Senado Federal, em dezembro de 2026. A declaração foi feita durante participação no seminário Lide Inovação e Tecnologia, realizado em São Paulo.
Ao comentar seu futuro político, Pacheco afirmou que não pretende disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e também negou qualquer interesse em ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, hipótese que vinha sendo especulada nos bastidores políticos de Brasília nos últimos meses.
“Há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, declarou o senador durante o evento.
Segundo Pacheco, sua decisão não foi tomada recentemente. O parlamentar afirmou que já vinha planejando sua saída da vida pública e destacou que possui uma relação de desapego em relação a cargos e funções de poder.
“Existe desapego ao poder”, afirmou.
A declaração encerra meses de especulações sobre o futuro do senador mineiro, que foi presidente do Senado Federal entre 2021 e 2025 e se tornou uma das principais lideranças políticas do país durante um dos períodos mais turbulentos da política nacional.
Ao longo de sua gestão à frente do Senado, Pacheco participou de negociações envolvendo reformas econômicas, pautas institucionais e discussões entre os Poderes da República. Sua atuação ganhou destaque especialmente durante os debates sobre a independência das instituições, a condução do processo legislativo em momentos de crise e a relação entre Congresso, Executivo e Judiciário.
Nos bastidores políticos, o nome de Rodrigo Pacheco vinha sendo frequentemente citado como possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Outra hipótese discutida era uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal, cenário que ganhou força diante da proximidade de futuras vagas na Corte e da relação institucional construída pelo senador ao longo dos últimos anos.
Com a declaração desta sexta-feira, o parlamentar descartou publicamente ambas as possibilidades e indicou que pretende retornar às atividades profissionais fora da política após o encerramento de seu mandato.
A saída de Pacheco representa o fim de um ciclo iniciado na política mineira e consolidado em Brasília, onde exerceu papel de destaque no Senado Federal. Sua decisão também deve impactar as articulações para as eleições de 2026 em Minas Gerais, estado considerado estratégico no cenário político nacional.
Apesar de anunciar sua intenção de deixar a vida pública, Pacheco afirmou que continuará exercendo normalmente suas funções parlamentares até o fim do mandato, participando das discussões legislativas e dos debates sobre temas de interesse nacional.
A declaração repercutiu entre lideranças políticas e agentes do mercado, especialmente por se tratar de um dos nomes mais influentes do Congresso Nacional nos últimos anos.
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