Rodrigo Constantino

Redação Publicado em 12/03/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h40
Rodrigo Constantino
Lula, o chefe da quadrilha que tomou de assalto o estado brasileiro, destruiu nossa economia e quase acabou com nossa democracia, não só está solto, como elegível. Contou com a ajudinha de companheiros supremos. Sentindo-se “empoderado”, resolveu fazer um longo discurso, no estilo de seu guru Fidel Castro, em que bancou a vítima, acusou os juízes e prometeu vingança. Se Lula já era perigoso com o figurino “paz e amor”, imaginem ressentido desse jeito!
Não é preciso ser um psiquiatra para identificar traços de sociopatia em sua fala. A mitomania é espantosa, com sua capacidade de inverter cada fato para transformar vilões em mocinhos. A narrativa petista sempre foi a de perseguido político, e agora Lula encontrou finalmente guarida por decisões absurdas e arbitrárias de ministros que sua quadrilha indicou para o STF. Ao menos o ex-presidente agradeceu seus colegas de luta ideológica que o ajudaram com canetadas mágicas. Está tudo dominado, como se diz.
Lula disse que quer conversar com políticos e empresários. Quando um petista fala em conversar com empresários e políticos, eis o que isso significa na prática: trazer de volta o mensalão e o petrolão. E não faltarão “empresários”, políticos e até jornalistas interessados nessa proposta. Sentem saudades de um passado mais, digamos, flexível. Ele também disse ser um radical por ir à raiz dos problemas. Esqueceu de dizer para onde suas “soluções” costumam levar. Basta ver o resultado na Argentina e na Venezuela desse radicalismo “inocente”.
Mas não faltaram jornalistas animados nesta quarta. Enquanto o ex-presidente falava, alguns não eram capazes de se conter de tanta emoção, e rasgavam elogios nas redes sociais. Que homem! Que estadista! Que pessoa preocupada com a pandemia, com os desvalidos, com o planeta, com a humanidade inteira! Lula sempre contou com vários simpatizantes na imprensa, e alguns funcionários também. A militância está em polvorosa agora, apostando na volta do chefe.
E os políticos entenderam o recado. Rodrigo Maia fez uma comparação de Lula com Bolsonaro apenas para concluir que o petista é muito melhor em tudo. A máscara caiu faz tempo, daquele que era tratado pela mesma mídia como um estadista, um primeiro-ministro sério, não como um sabotador das agendas vencedoras nas urnas.
Mesmo os jornalistas que se vendem como imparciais ou “liberais” estão deixando as aparências de lado. A tática é reconhecer algum defeito menor de Lula, para logo depois colocar um “mas” e passar aos elogios, sempre em comparação com Bolsonaro, esse sim um sujeito terrível, uma ameaça à democracia, ao planeta, à vida humana. Tem muita gente saindo do armário socialista agora que Lula está em campanha.
Por fim, os “radicais de centro” estão assustados com Lula pois percebem que isso mata de vez o sonho tucano, e não querem admitir que, com sua postura antibolsonarista histérica, fanática e patológica, chamando de gado ou vendido quem não agisse igual e não reconhecesse em Bolsonaro o que há de mais terrível na política brasileira, deram munição ao mesmo PT que agora os assombra. Agora aguenta!
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