Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, presidente e senador aparecem com 41% cada. Vantagem de Lula caiu gradualmente desde dezembro até desaparecer no levantamento divulgado nesta quarta-feira.

Ana Beatriz Publicado em 11/03/2026, às 17h52
Uma pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, revela um empate histórico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, ambos com 41% das intenções de voto para um possível segundo turno, evidenciando a queda da vantagem de Lula desde dezembro.
O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março, mostra que a popularidade de Lula diminuiu gradualmente, enquanto Flávio Bolsonaro ganhou apoio, especialmente entre eleitores independentes, onde lidera com 32% contra 27% de Lula.
Com índices de rejeição elevados para ambos os candidatos, a pesquisa indica que 59% dos entrevistados não acreditam que Lula mereça um novo mandato, enquanto 58% consideram que o Brasil está indo na direção errada, refletindo um cenário desafiador para o atual governo.
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pela Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, indica um empate inédito entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno nas eleições presidenciais.
Pela primeira vez na série histórica do levantamento, os dois aparecem numericamente empatados com 41% das intenções de voto. O resultado mostra uma queda progressiva da vantagem do presidente desde dezembro.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Cenário Lula x Flávio
Os números do levantamento mostram que a vantagem do presidente vinha diminuindo gradualmente desde o fim de 2025.
Em dezembro, Lula tinha dez pontos de vantagem sobre o senador. Em janeiro, a diferença caiu para sete pontos e, em fevereiro, para cinco pontos, até chegar ao empate atual.
Disputa pelo voto independente
Entre os eleitores que se declaram independentes, aqueles que não se identificam com direita, esquerda, lulismo ou bolsonarismo, o senador aparece numericamente à frente do presidente pela primeira vez.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 31% nesse grupo, enquanto Flávio registrava 26%.
Os eleitores independentes representam 32% do eleitorado, segundo os dados da Quaest. Por se tratar de um recorte menor, a margem de erro nesse grupo é maior do que no resultado geral.
Entre as bases políticas tradicionais, ambos mantêm forte fidelidade eleitoral:
Índices de rejeição
A pesquisa também avaliou a rejeição aos dois possíveis candidatos:
Entre os eleitores independentes, os índices são ainda maiores:
Cenários com outros candidatos
A Quaest também simulou sete cenários de segundo turno, sempre com Lula presente e enfrentando diferentes adversários. Em todos eles, o presidente aparece numericamente à frente, exceto no confronto com Flávio Bolsonaro.
Lula x Ratinho Júnior
Lula x Romeu Zema
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Eduardo Leite
Lula x Aldo Rebelo
Lula x Renan Santos
A pesquisa também investigou como os eleitores percebem a imagem política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. No caso do parlamentar, 48% dos entrevistados afirmam que ele não é mais moderado que os demais integrantes de sua família, enquanto 38% consideram que o senador apresenta uma postura mais moderada. Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, 77% avaliam que Flávio é mais moderado, percentual que cai para 63% entre eleitores de direita que não se identificam diretamente com o bolsonarismo. Já entre os eleitores independentes, 53% dizem que ele não é mais moderado que seus familiares.
Em relação ao presidente Lula, 42% dos entrevistados afirmam que ele é mais moderado do que o Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto 43% consideram que o presidente não apresenta uma postura mais moderada em relação à própria legenda. O levantamento também avaliou percepções sobre radicalismo e honestidade. Sobre Lula, 46% dos entrevistados o classificam como radical, enquanto outros 46% discordam dessa afirmação. No caso de Flávio Bolsonaro, 45% consideram que ele é radical e 44% discordam dessa avaliação.
Quando o tema é honestidade, apenas 23% dos entrevistados afirmam considerar Lula honesto, enquanto 69% dizem não concordar com essa afirmação. Em relação a Flávio Bolsonaro, 26% o consideram honesto, enquanto 62% discordam dessa avaliação.
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o atual governo. Segundo o levantamento, 59% acreditam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 37% defendem que ele continue no cargo. Além disso, 58% dos entrevistados afirmam que o Brasil está seguindo na direção errada, enquanto 35% consideram que o país está no caminho certo.
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