Ana Cristina Viana Silveira assume o cargo com a missão de acelerar a análise de pedidos e melhorar o atendimento aos segurados

Lívia Gennari Publicado em 13/04/2026, às 13h09
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (13), a substituição no comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O então presidente Gilberto Waller Júnior foi exonerado do cargo após cerca de 11 meses à frente do órgão. Para seu lugar, foi nomeada a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que já atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.
A mudança ocorre em um cenário de pressão interna e política, impulsionada principalmente pelo crescimento da fila de pedidos de benefícios. Em março, o estoque de requerimentos aguardando análise chegou a cerca de 2,7 milhões, número que acendeu alerta no Palácio do Planalto. A avaliação do governo é de que a demora no atendimento pode gerar desgaste, especialmente em um ano eleitoral.
A demissão foi formalizada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, com quem Waller mantinha divergências desde o ano passado. Entre os principais pontos de atrito estava justamente a dificuldade em conter o aumento da fila do INSS, considerada hoje um dos principais desafios da pasta.
Waller havia assumido o cargo em abril do ano passado, em meio a investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Sua gestão, no entanto, acabou marcada pela incapacidade de reduzir o tempo de espera dos segurados.
Quem assume
A nova presidente, Ana Cristina Viana Silveira, ingressou no INSS em 2003 como analista do Seguro Social e construiu carreira dentro da estrutura previdenciária. Ela também presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Segundo o Ministério da Previdência, sua nomeação busca imprimir uma gestão com visão integrada do sistema, com foco na redução do tempo de análise e na melhoria do atendimento.
Dados oficiais indicam que, no fim de 2022, o número de pedidos pendentes era de aproximadamente 1,08 milhão. Desde então, a fila praticamente triplicou, aproximando-se da marca de 3 milhões no início de 2026, o que reforça o desafio imediato da nova gestão.
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