Pedido foi enviado ao STF e aguarda manifestação da PGR; deputado nega acusações e diz ser “o maior interessado” na apuração.

Redação Publicado em 28/04/2026, às 10h22
A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, acusado de estupro, o que pode impactar sua atuação política e a credibilidade da comissão.
A denúncia, apresentada por outros parlamentares, alega que Gaspar teve um filho com uma adolescente de 13 anos na época dos fatos, levantando questões sobre a proteção de menores e a responsabilidade de figuras públicas.
Gaspar nega as acusações e se declara a favor da investigação, enquanto aguarda a manifestação do procurador-geral da República sobre a abertura do inquérito, que ainda está em fase preliminar.
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para instaurar um inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS no Congresso Nacional. O pedido tem como base uma representação que acusa o parlamentar de estupro.
A solicitação foi encaminhada ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte. Em resposta, o magistrado abriu prazo para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre a abertura da investigação.
A representação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke. Segundo o documento, o parlamentar teria tido um filho com uma adolescente de 13 anos à época dos fatos. A criança, hoje com cerca de oito anos, teria sido registrada em nome da mãe da jovem.
O caso ainda está em fase preliminar, e a eventual abertura de inquérito dependerá da análise da Procuradoria-Geral da República.
Por sua vez, Alfredo Gaspar nega as acusações e afirma ser favorável à investigação. O deputado informou que também ingressou com queixa-crime no STF contra os autores da denúncia.
“Sou o maior interessado na instauração do inquérito. As investigações vão provar os crimes dos quais fui vítima”, declarou.
O episódio ocorre em meio às atividades da CPMI do INSS, comissão que investiga irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários e já é palco de disputas políticas no Congresso.
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