Maior percentual de mulheres concorrendo às prefeituras desde 2000 é registrado pela CNM

Sabrina Oliveira Publicado em 01/09/2024, às 08h49
As eleições municipais de 2024 trazem um marco histórico para a política brasileira: o maior percentual de candidaturas femininas às prefeituras desde o ano 2000. Dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indicam que as mulheres representam 15% do total de concorrentes ao cargo de prefeito, o que corresponde a 2.311 candidatas em todo o país.
Mais de 155 milhões de eleitores brasileiros irão às urnas em outubro para escolher os novos prefeitos e vereadores que governarão os 5.569 municípios do Brasil. Em 101 cidades brasileiras, as disputas municipais serão exclusivamente entre mulheres, sem a presença de candidatos homens. Em 24 dessas cidades, a situação é ainda mais singular: apenas uma mulher concorre ao cargo, tornando a candidatura única.
O estudo realizado pela CNM, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, mostra uma série histórica de crescimento na representatividade feminina nas eleições municipais. Em 2000, apenas 8% dos candidatos a prefeito eram mulheres. Desde então, o número vem crescendo gradualmente: 10% em 2004, 11% em 2008, e estabilizando em 13% entre 2012 e 2020, até atingir os atuais 15%. Esse aumento constante reflete um movimento importante de inclusão e de busca por igualdade de gênero na política brasileira.
Além dos números, o estudo da CNM também traz detalhes sobre o perfil das candidatas. A média de idade das mulheres que concorrem às prefeituras é de 49 anos. Um dado relevante é que 79% das candidatas têm ensino superior completo, e 56% são casadas. Em termos de raça, 62% se declaram brancas, enquanto o restante é composto por negras, pardas, indígenas e amarelas. Profissões como empresária, advogada, servidora pública e professora estão entre as mais declaradas por essas mulheres.
A distribuição geográfica das candidaturas femininas também é um ponto de destaque. O Nordeste é a região com maior percentual de candidatas, representando 37% do total, seguido pelo Sudeste com 28%, Sul com 17%, Norte com 10% e Centro-Oeste com 8%. Essa diversidade regional mostra que o movimento de inclusão feminina está se espalhando de forma significativa por todo o território nacional. Quanto à filiação partidária, mais da metade das candidatas pertence a cinco partidos: MDB, PT, PSD, PL e União Brasil, indicando uma distribuição diversa entre diferentes ideologias políticas.
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