Diário de São Paulo
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Nova proposta de delação de Vorcaro cita Alcolumbre e negócios do Banco Master com governos do PT na Bahia

Ex-controlador do Banco Master afirma ter realizado pagamento milionário ao presidente do Congresso e promete detalhar relação da instituição financeira com gestões petistas no Estado. Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de colaboração.

Nova proposta de delação de Vorcaro cita autoridades políticas e negócios da instituição financeira na Bahia - Imagem: Reprodução
Nova proposta de delação de Vorcaro cita autoridades políticas e negócios da instituição financeira na Bahia - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 12/06/2026, às 10h24


A segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, que envolve o senador Davi Alcolumbre e membros do PT da Bahia em supostos negócios com o Banco Master, reacendeu tensões políticas em Brasília. Vorcaro alega ter pago US$ 30 milhões a Alcolumbre em troca de apoio, mas as acusações ainda carecem de comprovação.

O empresário afirma que a relação do Banco Master com o governo da Bahia começou em 2007, durante a gestão de Jaques Wagner, e se comprometeu a fornecer mais informações sobre a expansão do banco no estado. No entanto, a Polícia Federal rejeitou sua proposta de delação por falta de novos elementos e provas relevantes.

Apesar da rejeição, Vorcaro pode apresentar novos fatos ou negociar diretamente com a Procuradoria-Geral da República. As alegações ainda precisam ser verificadas pelas autoridades, mas o caso pode ter implicações políticas e jurídicas significativas se as investigações forem aprofundadas.

A segunda proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro voltou a movimentar os bastidores políticos de Brasília ao citar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia em supostos negócios envolvendo o Banco Master.

De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, o ex-controlador da instituição financeira afirmou à Polícia Federal que teria realizado um pagamento de US$ 30 milhões ao parlamentar. Segundo o relato, o valor teria sido depositado em uma conta no exterior em razão do apoio a interesses do banco. A suposta operação, ainda conforme a versão apresentada por Vorcaro, teria contado com a participação do ex-sócio Augusto Lima. As alegações, no entanto, ainda não foram comprovadas.

Em nota pública, Davi Alcolumbre negou qualquer envolvimento em irregularidades e classificou as acusações como "absolutamente falsas". O senador afirmou que jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior e informou que adotará medidas judiciais para responsabilizar os autores das acusações.

Outro eixo da proposta de colaboração envolve a atuação do Banco Master na Bahia durante governos do PT. Segundo o empresário, a aproximação entre a instituição financeira e a administração estadual teria começado em 2007, na gestão do então governador Jaques Wagner, por meio de operações relacionadas ao programa CredCesta. Vorcaro também se dispôs a fornecer detalhes sobre a expansão dos negócios do banco no Estado ao longo dos anos seguintes.

As declarações surgem em um momento delicado para Daniel Vorcaro. A Polícia Federal rejeitou sua segunda proposta de delação premiada por entender que o material apresentado não trouxe elementos novos relevantes nem provas capazes de justificar os benefícios previstos em um acordo de colaboração. Segundo investigadores, os relatos apresentados não avançaram em relação às evidências já conhecidas pelas autoridades.

Mesmo com a rejeição, a legislação permite que o empresário apresente novos fatos ou tente negociar uma colaboração diretamente com a Procuradoria-Geral da República. Até o momento, as acusações permanecem como alegações do proponente da delação e seguem sujeitas à verificação pelas autoridades competentes.

O episódio amplia a repercussão das investigações relacionadas ao Banco Master e pode gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos, caso as informações apresentadas sejam aprofundadas pelos órgãos de investigação.


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