O ex-juiz da Lava Jato ainda ressaltou a recuperação bilionária na Petrobras

Marina Roveda Publicado em 17/09/2023, às 13h00
O ex-juiz Sergio Moro respondeu ao relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontou parcialidade e "gestão caótica" na Operação Lava Jato. Moro negou qualquer desvio de recursos durante sua gestão na 13ª Vara Federal de Curitiba e chamou o relatório de "mera opinião preliminar" da Corregedoria do CNJ.
“Em 60 dias de correição da 13ª Vara Federal pela Corregedoria Nacional de Justiça, nenhum desvio de recurso foi identificado, conforme sempre afirmei. Observo que o relatório que sugere possíveis irregularidades é mera opinião preliminar da Corregedoria do CNJ sem base em fatos”, disse.
Ele afirmou que em 60 dias de correição da 13ª Vara Federal, nenhum desvio de recursos foi identificado, como sempre havia afirmado. Moro também defendeu a operação, destacando que recuperou mais de seis bilhões de reais para a Petrobras, o que ele considera um feito sem precedentes na história. Ele argumentou que a expressão "gestão caótica" não faz justiça à operação.
Moro também mencionou a criação de uma fundação para gerir os valores de acordos com a Petrobras e nos Estados Unidos e afirmou que isso ocorreu após sua saída da magistratura.
“Repudia-se o emprego da expressão gestão caótica que não faz justiça à operação que recuperou mais de seis bilhões de reais para a Petrobras, fato sem precedente na história. Chama a atenção a opinião da Corregedoria de que os valores depositados em Juízo não deveriam ser devolvidos à Petrobras antes do trânsito em julgado. Observa-se que idêntico procedimento foi dotado nos acordos diretamente homologados pelo STF”, disse.
O relatório do CNJ apontou a falta de transparência, imparcialidade e prudência de magistrados que atuaram na Lava Jato e identificou problemas na gestão de valores oriundos de acordos de colaboração e leniência.
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