Diário de São Paulo
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Moro rebate Lula após críticas à Lava Jato e afirma que presidente “destruiu a ética no país”

Vídeo publicado nas redes sociais cita escândalos de corrupção e cobra “decência” do governo federal

Parlamentar citou escândalos de corrupção ligados aos governos do PT - Imagem: Reprodução
Parlamentar citou escândalos de corrupção ligados aos governos do PT - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 23/05/2026, às 15h07 - Atualizado às 15h20


O senador Sergio Moro publicou um vídeo nas redes sociais para rebater as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Operação Lava Jato. Na gravação, o parlamentar contestou a fala do petista, que classificou a operação como “a grande mentira do século XXI”.

Moro afirmou que os governos do PT foram marcados por escândalos de corrupção e cita casos como o Mensalão, o Petrolão e suspeitas recentes envolvendo fraudes no INSS. O senador também exibiu manchetes de veículos de imprensa para sustentar críticas à condução da economia, ao cenário político e aos índices de aprovação do governo federal.

Ao longo da publicação, o ex-juiz da Lava Jato defendeu a atuação da operação e afirmou que as investigações revelaram esquemas de corrupção que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos. Moro ainda acusou Lula de tentar reescrever os acontecimentos relacionados às apurações conduzidas pela força-tarefa iniciada em 2014.

O senador também declarou que o presidente teria destruído “a moral e a ética” do país e encerrou a gravação cobrando “ética” e “decência” do petista.

Críticas de Lula

A reação do Moro ocorreu após Lula afirmar, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, que a Lava Jato foi “a grande mentira do século XXI nesse país”. Na ocasião, o presidente declarou que os meios de comunicação “fomentaram dois monstros”, citando o senador e o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Lula também criticou os impactos da operação sobre grandes empresas brasileiras. Segundo o presidente, o correto seria punir os responsáveis pelos crimes sem comprometer a continuidade das companhias e dos empregos gerados por elas. “O objetivo era quebrar as empresas. A serviço de quem?”, questionou.

A Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 2014 para investigar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e agentes políticos. Lula chegou a ser preso em 2018 em um dos desdobramentos da investigação, mas as condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou irregularidades na condução dos processos.


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