“O que ocorreu ontem não é fato isolado do contexto”, disse o ministro

Gabriela Thier Publicado em 14/11/2024, às 14h51
Na noite de quarta-feira (13), um atentado nas imediações do Supremo Tribunal Federal (STF) chamou a atenção para o clima de polarização política que vem se intensificando no Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, em pronunciamento oficial, atribuiu o ocorrido à atmosfera de divisão e hostilidade fomentada nos últimos anos, particularmente pelo chamado "gabinete do ódio", criado durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O que ocorreu ontem não é fato isolado do contexto. Queira Deus que seja um ato isolado, mas, no contexto, é algo que se iniciou lá atrás, com o famoso gabinete do ódio destilando discursos de ódio contra instituições, Judiciário e, principalmente, o STF. Contra as pessoas dos ministros do STF e os familiares de cada um dos seus ministros. Isso foi se avolumando, agigantando, aumentando o descrédito nas instituições, resultando no 8 de janeiro", afirmou Moraes.
O termo "gabinete do ódio" refere-se a um grupo de colaboradores ligados ao ex-presidente Bolsonaro que, conforme investigações conduzidas pela Polícia Federal, estaria envolvido na disseminação sistemática de desinformação e na promoção de ataques contra opositores políticos durante seu governo.
O ataque recente, perpetrado por Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, um ex-candidato a vereador pelo Partido Liberal em Rio do Sul (SC), reforça a urgência de ações contundentes para evitar que anistias sejam concedidas aos responsáveis pelos distúrbios de janeiro. Além disso, Moraes sublinhou a importância da implementação de regulamentações mais rigorosas sobre o uso das redes sociais para coibir a propagação de conteúdo nocivo.
As declarações do ministro foram feitas durante uma sessão ordinária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (14).
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