Antônio Cláudio Alves Ferreira foi condenado a 17 anos de prisão após quebrar um relógio do século 17, produzido pelo relojoeiro Balthazar Martinot, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro

William Oliveira Publicado em 11/12/2024, às 13h07
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Antônio Cláudio Alves Ferreira inicie imediatamente o cumprimento de sua pena. Ferreira ficou conhecido por quebrar um relógio do século 17 durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro no Palácio do Planalto.
Em junho deste ano, ele foi condenado a 17 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Com a decisão de Moraes, não há mais recursos possíveis contra a condenação, e o processo será encerrado. A pena de Antônio será cumprida inicialmente em regime fechado, e o tempo de prisão já cumprido será descontado da pena final.
Atualmente, Antônio está detido no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia (MG). Na mesma decisão, o ministro determinou que a ordem fosse comunicada ao diretor da unidade prisional e que ele passasse por exames médicos oficiais antes de iniciar o cumprimento da pena.
O relógio quebrado por Ferreira é uma obra do relojoeiro Balthazar Martinot, feita de casco de tartaruga e bronze especial, e foi trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808. Ele fica exposto no Palácio do Planalto, e sua destruição foi um dos atos danosos cometidos durante as invasões ao Palácio do Planalto, e ao STF.
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