O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro compareceu novamente à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília na tarde desta quinta-feira (5) para prestar depoimento no âmbito das investigações sobre um suposto complô golpista destinado a impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva

William Oliveira Publicado em 06/12/2024, às 09h12
O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, compareceu novamente à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília na tarde desta quinta-feira (5), para prestar depoimento no âmbito das investigações sobre um suposto complô golpista destinado a impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Acusado de participar de uma conspiração que incluía planos para a prisão e possível assassinato de autoridades, Cid foi convocado para esclarecer pontos contraditórios e fornecer detalhes adicionais sobre outros envolvidos.
Durante o depoimento, que durou cerca de duas horas, o tenente-coronel foi ouvido pelo delegado Fábio Schor. Ele chegou à sede da PF por volta das 15h30 e saiu pouco antes das 17h. O caso, investigado sob a Operação Contragolpe, aponta para um esquema denominado "Copa 2022", que teria considerado ações extremas, como a prisão e o assassinato do ministro Alexandre de Moraes e até mesmo do presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin.
A Polícia Federal já havia indiciado Cid, juntamente com Jair Bolsonaro, Braga Netto e o presidente do Partido Liberal (PL), além de outras 33 pessoas, pelos planos golpistas. As investigações levaram à comunicação ao Supremo Tribunal Federal sobre discrepâncias nas declarações de Cid. O ministro Alexandre de Moraes solicitou que ele prestasse os "esclarecimentos necessários", mantendo-se o acordo de delação premiada firmado com Cid.
Mauro Cid foi preso em maio de 2023 durante as investigações sobre a falsificação dos cartões de vacina do ex-presidente Bolsonaro e seus familiares. Posteriormente, em setembro, após firmar um acordo de colaboração com a Justiça, ele foi libertado e, desde então, já prestou mais de dez depoimentos à Polícia Federal como parte desse acordo.
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