Expressão usada contra o atacante da Seleção Brasileira gerou forte repercussão nas redes sociais. Eduardo Bisotto nega ter cometido racismo, afirma que foi retirado de contexto e promete acionar judicialmente seus críticos.

Redação Publicado em 12/06/2026, às 10h21
O marqueteiro Eduardo Bisotto gerou polêmica ao usar a expressão 'mono' durante uma análise do desempenho de Vinicius Júnior, o que foi interpretado como racismo, especialmente considerando o histórico de ataques sofridos pelo jogador na Europa.
A palavra 'mono', que significa 'macaco' em espanhol, foi utilizada em contextos de ofensas racistas contra Vinicius Júnior, intensificando as críticas e a discussão sobre discriminação racial no futebol.
Bisotto negou as acusações de racismo e afirmou que não pedirá desculpas, prometendo ação judicial contra os que o acusam, enquanto o caso continua a gerar debates sobre responsabilidade pública e discurso nas redes sociais.
O marqueteiro e comentarista político Eduardo Bisotto, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao partido Missão, passou a ser alvo de críticas após a divulgação de um vídeo em que utiliza a expressão “mono” ao comentar a atuação do camisa 10 da Seleção Brasileira durante uma transmissão ao vivo.
O episódio ocorreu durante a análise do amistoso entre Brasil e Egito, realizado no último fim de semana. Em determinado momento da live, Bisotto criticou o desempenho do atacante e afirmou que a “incapacidade cognitiva” do jogador o irritava. Na sequência, utilizou a expressão “Vamos, ô mono”, termo que significa “macaco” em espanhol.
A fala rapidamente viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de acusações de racismo. O caso ganhou ainda mais repercussão porque Vinicius Júnior se tornou, nos últimos anos, um dos principais símbolos da luta contra o racismo no futebol mundial, após sofrer diversos ataques discriminatórios durante partidas do Campeonato Espanhol.
Expressão remete a ataques sofridos por Vini Jr.
A palavra “mono” tem significado literal de “macaco” em espanhol e foi utilizada diversas vezes por torcedores radicais na Espanha para atacar Vinicius Júnior em episódios que resultaram em investigações, punições e até condenações judiciais.
Por esse motivo, a utilização da expressão contra o jogador brasileiro gerou reações imediatas de internautas, jornalistas e torcedores, que apontaram semelhanças com os insultos racistas que o atleta enfrenta há anos na Europa.
Desde 2023, casos envolvendo ofensas racistas contra Vini Jr. mobilizam autoridades esportivas e judiciais, transformando o atacante em uma das principais vozes globais no combate à discriminação racial no esporte.
Bisotto nega racismo e promete ação judicial
Após a repercussão negativa, Eduardo Bisotto publicou uma manifestação em suas redes sociais. No texto, afirmou que não pretende pedir desculpas e classificou as acusações como injustas.
Segundo ele, quem o acusa de racismo terá que provar a alegação na Justiça. Bisotto também citou posicionamentos passados em defesa de Vinicius Júnior e afirmou que já denunciou episódios de racismo sofridos pelo jogador no futebol europeu.
Eduardo ainda negou exercer qualquer função como marqueteiro do MBL e atribuiu a repercussão do caso a motivações políticas. De acordo com ele, o episódio estaria sendo utilizado por adversários para desgastá-lo publicamente.
Apesar da defesa apresentada pelo comentarista, o vídeo continuou repercutindo ao longo do dia e ampliou o debate sobre racismo, responsabilidade pública e discurso de figuras influentes nas redes sociais.
Debate volta ao centro das discussões
O episódio reacende uma discussão recorrente sobre racismo no futebol e sobre o peso de determinadas expressões em contextos historicamente marcados por discriminação.
Enquanto apoiadores de Bisotto argumentam que a fala foi interpretada de forma equivocada, críticos sustentam que o uso do termo direcionado justamente a Vinicius Júnior carrega uma carga simbólica impossível de ser ignorada diante do histórico recente do jogador.
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