Pastor critica ministro do STF e rejeita ligação do ataque com discursos de ódio

por Marina Milani
Publicado em 15/11/2024, às 14h27
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado de Jair Bolsonaro (PL), comentou nesta quinta-feira (14) sobre o atentado em Brasília, em que Francisco Wanderley, 59, detonou explosivos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O autor, identificado como ex-candidato a vereador pelo PL e participante dos atos golpistas de 8 de janeiro, morreu no incidente.
Malafaia classificou o ocorrido como fruto de “problemas mentais e emocionais” do autor e criticou o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de usar o caso para "jogar uma cortina de fumaça" sobre o que chamou de “atos ilegais e injustos”.
“Não vou deixar passar o ditador da toga, Alexandre de Moraes, com uma narrativa para tentar tirar proveito, para jogar uma cortina de fumaça nos seus atos ilegais”, afirmou o pastor, reforçando a tese bolsonarista de que Francisco agiu como um “lobo solitário”.
Enquanto isso, Moraes afirmou que o atentado não é um evento isolado, mas faz parte de um contexto de discursos de ódio e radicalização, alertando que a impunidade pode incentivar novos ataques.
A Polícia Federal, responsável pela investigação, encaminhou o caso ao STF, considerando a conexão com os atos antidemocráticos de janeiro.
A fala de Malafaia segue a tentativa de dissociar o atentado de possíveis responsabilidades de grupos políticos ou ideológicos. No entanto, especialistas veem o ato como reflexo do extremismo alimentado por lideranças e discursos que questionam a legitimidade das instituições democráticas.
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