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Mais de 6,5 milhões de famílias brasileiras saem da pobreza em dois anos

A pesquisa do Cadastro Único mostra que a integração de dados governamentais é crucial para a redução da pobreza no país

A pesquisa do Cadastro Único mostra que a integração de dados governamentais é crucial para a redução da pobreza no país - Imagem: Reprodução / Agência Brasil
A pesquisa do Cadastro Único mostra que a integração de dados governamentais é crucial para a redução da pobreza no país - Imagem: Reprodução / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 09/09/2025, às 17h08


Nos últimos dois anos, aproximadamente 6,55 milhões de famílias brasileiras conseguiram ultrapassar a linha da pobreza, o que equivale a cerca de 14,17 milhões de indivíduos que deixaram essa condição. Esta informação foi revelada em um estudo baseado nas famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico), conforme anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

O CadÚnico define como linha da pobreza aquelas famílias cuja renda por pessoa não ultrapassa R$218. Em 2023, havia 26,1 milhões de famílias nesta situação, enquanto em julho de 2025 esse número caiu para 19,56 milhões, representando uma redução significativa de 25%.

O ministro do MDS, Wellington Dias, atribui essa melhoria a uma sinergia entre o desenvolvimento econômico e social. "As pessoas estão saindo da pobreza por meio do trabalho ou do empreendedorismo", afirmou.

Ao final de julho deste ano, o CadÚnico contabilizava um total de 41,6 milhões de famílias inscritas, abrangendo aproximadamente 95,3 milhões de pessoas. Os dados do ministério classificam os inscritos em três categorias distintas baseadas na renda mensal por pessoa.

Este cadastro é fundamental para a concessão de benefícios governamentais, como o Bolsa Família. Para ter acesso a este programa de transferência de renda, é necessário que a renda mensal por indivíduo na família não exceda R$218.

A determinação da renda familiar per capita envolve a soma das rendas individuais dos membros da família dividida pelo número total de pessoas que compõem o núcleo familiar. Essa conta inclui não apenas os salários obtidos através do trabalho, mas também aposentadorias, pensões, doações e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal ao idoso com mais de 65 anos ou à pessoa com deficiência em qualquer idade.

A pesquisa que aponta a redução no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza foi conduzida pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único. O secretário Rafael Osório explica que a diminuição das famílias com renda inferior a R$ 218 por pessoa pode ser atribuída a três fatores principais. Com as melhorias no cadastro, o governo consegue integrar informações como aposentadorias e outras fontes de renda.

"Através da integração dos dados com outras bases disponíveis ao poder público, conseguimos reduzir a dependência da autodeclaração", destaca Osório


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