A denúncia contra Bolsonaro envolve acusações graves de tentativa de golpe e pode resultar em pena de até 43 anos de prisão

Manoela Cardozo Publicado em 19/02/2025, às 18h17
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta quarta-feira (19), que o ex-presidente Jair Bolsonaro e os demais 33 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) devem ter assegurado o direito à presunção de inocência. Durante uma entrevista coletiva, Lula evitou se aprofundar no caso, ressaltando que a decisão sobre a denúncia cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“A única coisa que eu posso dizer é que, neste país, no tempo em que eu governo o Brasil, todas as pessoas têm direito à presunção de inocência. Se eles provarem que não tentaram dar golpe, e se eles provarem que não tentaram matar o presidente, o vice-presidente e o presidente do Superior Tribunal Eleitoral, eles ficarão livres e serão cidadãos que poderão transitar pelo Brasil inteiro”, afirmou o presidente. A declaração foi dada em um evento oficial, que contou com a presença do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
Lula também destacou que o julgamento será conduzido pela Suprema Corte e que os acusados terão direito à ampla defesa. “Se na hora que o juiz for julgar, chegar à conclusão que eles são culpados, eles terão que pagar pelo que cometeram. Portanto, é apenas um indiciamento. O processo agora vai para a Suprema Corte e eles terão todo o direito de se defender. Não posso comentar decisão da PGR mais que isso.”
A denúncia contra Bolsonaro e os demais investigados foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O ex-presidente é acusado de envolvimento na articulação de um golpe de Estado e de liderar ações que poderiam ter resultado na ruptura democrática. Caso seja condenado, Bolsonaro pode enfrentar uma pena superior a 43 anos de prisão.
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