Presidente brasileiro passou por Genebra antes do encontro de líderes na França, onde defenderá maior protagonismo dos países emergentes nos debates globais

Letícia Sales Publicado em 15/06/2026, às 08h42
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua agenda internacional nesta segunda-feira (15) com uma reunião com o presidente da Suíça, antes de seguir para a cidade francesa de Évian-les-Bains, onde participa da cúpula do G7 a convite do governo da França.
Embora o Brasil não integre o grupo das sete maiores economias desenvolvidas do mundo, Lula foi convidado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para participar das discussões ao lado de outros líderes de nações emergentes. O encontro ocorre entre os dias 15 e 17 de junho e reúne chefes de Estado para debater temas centrais da geopolítica e da economia mundial.
Entre os assuntos previstos na pauta estão os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, os desafios do crescimento econômico global e a busca por alternativas para o fornecimento de minerais estratégicos, atualmente concentrado em grande parte na China.
Nos discursos que fará durante a cúpula, Lula deve reforçar a defesa de uma maior participação dos países emergentes nas decisões internacionais. A expectativa é que o presidente também faça críticas a práticas consideradas protecionistas no comércio global, sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, que também participará do encontro.
Apesar da presença dos dois líderes no mesmo evento, o Palácio do Planalto informou que não há previsão de uma reunião bilateral entre Lula e Trump. A avaliação do governo brasileiro é de que não há necessidade de um novo encontro neste momento, após a recente reunião realizada entre os dois presidentes na Casa Branca.
Além das sessões plenárias, Lula participará de debates voltados para parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e regulação das grandes empresas de tecnologia. Também estão previstos encontros bilaterais com o presidente francês Emmanuel Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
A reunião com a líder japonesa é considerada estratégica pelo governo brasileiro. O objetivo é avançar nas tratativas para um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão, tema que vem ganhando força diante das transformações recentes no cenário econômico internacional.
Integrantes do governo avaliam que as tensões comerciais entre grandes potências têm incentivado a busca por novos parceiros econômicos, criando um ambiente favorável para a ampliação de acordos comerciais e de cooperação entre diferentes regiões do mundo.
Leia também

Documentos colocam em xeque denúncia sobre supostos funcionários fantasmas na saúde de São Paulo

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Após perda do filho e divórcio, Cafu curte viagem com nova namorada

Menina cai em vão de estação da Linha 9-Esmeralda e é resgatada após passagem de trem

Justiça mantém presos instrutores após morte de jovem em salto de rope jump no interior de SP

Frente fria mantém tempo nublado e derruba temperaturas em São Paulo nesta semana

Trump diz que navios voltaram a cruzar Estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã

Hapvida supera meta do Pacto Global da ONU e alcança mais de 46% de mulheres na alta liderança

Mulher é assaltada enquanto passeava com cachorro na Zona Sul de São Paulo

Tunísia demite técnico após sofrer goleada na estreia da Copa do Mundo