Inflação acumulada em 2024 atinge 4,83%, com carnes e café como principais vilões, sendo uma das principais preocupações do atual governo

William Oliveira Publicado em 28/02/2025, às 12h37
Na manhã desta sexta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), convocou uma reunião no Palácio do Planalto com membros de sua equipe ministerial para discutir estratégias voltadas à redução dos preços dos alimentos.
Fora a presença do líder do executivo, o encontro ainda contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura Carlos Fávaro, do ministro do Desenvolvimento e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira e do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.
A inflação acumulada em 2024 registrou um aumento significativo, fechando em 4,83%, superando a meta estabelecida pela equipe econômica do governo. Entre os principais responsáveis por essa alta estão os preços das carnes, que subiram 20,84%, e o café moído, que apresentou um aumento de 39,60%. Em resposta a essa situação alarmante, o presidente Lula havia solicitado aos seus auxiliares que desenvolvessem ações eficazes para conter o crescimento dos preços. Desde então, alternativas têm sido analisadas.
Dentre as medidas consideradas está a possibilidade de reduzir o imposto de importação sobre produtos com custo mais competitivo no mercado internacional. Além disso, há propostas para reavaliar as regras relacionadas ao vale-alimentação e ao vale-refeição. Contudo, o governo descartou a ideia de implementar tabelamento de preços.
Nos últimos dias, os ministros envolvidos nas discussões têm se reunido com diferentes setores da economia em busca de soluções. Na quinta-feira (27), Fávaro e Teixeira se encontraram com representantes da indústria de proteína animal e do setor supermercadista. A expectativa era que novas propostas fossem apresentadas ao presidente Lula durante a reunião deste dia.
Embora tenha anunciado há pouco mais de um mês a intenção de tomar medidas concretas para enfrentar a questão dos preços elevados, até o momento não houve implementação efetiva dessas ações.
A problemática econômica é frequentemente citada como um dos fatores que têm contribuído para a diminuição da popularidade do governo. Dados recentes da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que a economia é considerada uma das áreas com desempenho mais insatisfatório neste terceiro mandato presidencial.
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