Presidente afirmou que não pretende utilizar inteligência artificial em ações eleitorais e alertou para riscos de manipulação digital durante o processo democrático

Redação Publicado em 14/05/2026, às 15h07
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou as novas regras do Tribunal Superior Eleitoral que restringem o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026, considerando que a tecnologia pode comprometer a veracidade das informações nas urnas.
Lula destacou que a IA poderia criar representações digitais de candidatos em eventos simultâneos, o que poderia confundir os eleitores e distorcer a realidade da disputa eleitoral, que deve ser centrada em candidatos reais.
As novas diretrizes proíbem a divulgação de conteúdos gerados por IA nas 72 horas antes e nas 24 horas após a votação, e a Justiça Eleitoral poderá agir contra descumprimentos, incluindo a remoção de conteúdos e suspensão de serviços de divulgação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (14) as regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para limitar o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. Durante agenda pública em Camaçari, na Bahia, o petista afirmou que não aceita utilizar recursos de IA em sua campanha política e classificou o uso excessivo da tecnologia no período eleitoral como um risco para a verdade nas urnas.
A declaração ocorreu durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, na Região Metropolitana de Salvador. Ao comentar a nova regulamentação aprovada pelo TSE, Lula disse que ferramentas capazes de reproduzir imagens e discursos artificiais podem induzir eleitores ao erro.
Segundo o presidente, a tecnologia poderia ser usada para criar versões digitais de candidatos participando simultaneamente de eventos em diferentes estados, sem que isso estivesse realmente acontecendo. Para ele, a disputa eleitoral deve ser baseada em candidatos “reais”, e não em conteúdos manipulados digitalmente.
Lula também afirmou que reconhece os avanços proporcionados pela inteligência artificial em áreas como saúde, educação e tecnologia, mas questionou a necessidade do uso desse tipo de recurso em campanhas eleitorais. Durante o discurso, o presidente argumentou que a IA pode acabar favorecendo a disseminação de desinformação e conteúdos enganosos.
As novas regras aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral determinam a proibição da divulgação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos por inteligência artificial nas 72 horas anteriores ao pleito e nas 24 horas seguintes à votação.
A resolução também estabelece que plataformas e empresas de inteligência artificial não poderão recomendar, priorizar ou favorecer candidatos, partidos, federações ou coligações por meio de algoritmos ou sistemas automatizados.
Em caso de descumprimento das regras, a Justiça Eleitoral poderá determinar a retirada imediata do conteúdo do ar e até suspender serviços utilizados para divulgação irregular de material sintético durante o período eleitoral.
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