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Lula critica retrocessos da democracia sob Trump

Em entrevista ao canal francês TF1, o presidente do Brasil fez duras críticas a Donald Trump, associando sua gestão à ascensão do "fascismo" e "nazismo com outra cara"

Luiz Inácio Lula da Silva. - Imagem: Reprodução | Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva. - Imagem: Reprodução | Agência Brasil

por Marina Milani

Publicado em 06/11/2024, às 13h22


Dias atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou firmemente sobre as próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, manifestando seu apoio à vice-presidente Kamala Harris. Em uma entrevista concedida ao canal francês TF1, Lula afirmou que uma vitória de Harris seria uma escolha "muito mais segura" para a preservação da democracia não apenas nos Estados Unidos, mas também em outros países que observam com apreensão a ascensão de ideologias autoritárias.

Lula ressaltou que, durante o final do mandato de Trump, o ataque ao Capitólio foi um marco simbólico de como a democracia americana foi enfraquecida, caracterizando o episódio como "impensável" para um país que se apresentava ao mundo como modelo democrático. O presidente brasileiro destacou a violência retórica e política que tomou conta de várias nações, incluindo os Estados Unidos, e alertou para o que ele vê como um fenômeno global perigoso: "o ódio destilado", que se espalha por diversos continentes, incluindo a Europa e a América Latina.

Em um tom enfático, Lula declarou que, para ele, o fenômeno é uma versão moderna do "fascismo e nazismo", que, segundo ele, estão ressurgindo com "outra cara". “O que vemos hoje é o retorno de ideologias que ameaçam a convivência pacífica, o respeito às diferenças e a própria democracia. E é por isso que torço para que Kamala Harris vença. Ela representa a chance de reforçar as bases democráticas e combater essas ameaças”, disse o presidente brasileiro.

Lula, um defensor ferrenho da democracia, afirmou que ela é "a coisa mais sagrada que conseguimos construir como seres humanos para governar de forma justa e equilibrada". Ele não escondeu sua insatisfação com o que considera uma regressão democrática nos Estados Unidos durante o governo Trump.


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