Ministério do Trabalho e Emprego adicionou 155 novos nomes à lista suja, totalizando 745 registros de empregadores envolvidos em trabalho análogo à escravidão

William Oliveira Publicado em 10/04/2025, às 09h36
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, na última quarta-feira (9), a chamada "lista suja" do trabalho análogo à escravidão, com a inclusão de 155 novos nomes de empregadores, totalizando agora 745 registros no cadastro nacional.
A inclusão de nomes na lista ocorre apenas após a conclusão de processos administrativos que confirmam, em decisão final e sem possibilidade de recurso, a prática de trabalho análogo à escravidão. Os dados foram divulgados pela própria pasta.
Entre os novos registros, 18 referem-se a casos envolvendo trabalho doméstico. No entanto, os setores com mais autuações foram a criação de bovinos (21) e o cultivo de café (20). Também foram registradas ocorrências na produção de carvão vegetal (10) e na extração de minerais (7).
Além das novas inclusões, 120 empregadores foram excluídos da lista por já terem cumprido o prazo de dois anos de permanência. Há também casos de exclusão por decisão judicial, como o do cantor Leonardo, incluído em outubro de 2024 e agora com o nome suspenso.
O ano de 2024 bateu recorde de denúncias por trabalho análogo à escravidão: foram 3.959 registros, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O número representa um aumento de 15,4% em relação a 2023 e é o maior desde que o Disque 100 foi criado, em 2011. Ao todo, 2.004 trabalhadores foram resgatados.
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