Decisão prevê multa e proíbe republicação de conteúdo considerado falso contra o senador.

Redação Publicado em 07/04/2026, às 11h14
A Justiça do Distrito Federal ordenou a remoção de conteúdos que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho, atendendo a um pedido de sua defesa que alegou difamação e falta de provas nas publicações.
O juiz Hilmar Castelo Branco determinou que a Meta retire os conteúdos em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, além de proibir a divulgação de informações semelhantes, com penalidades que podem chegar a R$ 20 mil.
Essa decisão reflete um aumento na judicialização de conteúdos nas redes sociais, com o Judiciário sendo acionado para combater a desinformação e proteger a honra de figuras públicas, e o caso ainda está em andamento.
A Justiça do Distrito Federal determinou a remoção de conteúdos que associam o senador Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho. A decisão foi assinada pelo juiz Hilmar Castelo Branco, da 21ª Vara Cível de Brasília, e atende a um pedido apresentado pela defesa do parlamentar.
Na ação, Flávio Bolsonaro alegou que as publicações disseminadas em redes sociais continham informações falsas e sem qualquer respaldo em investigações oficiais, configurando dano à sua honra e imagem.
Com base nisso, o magistrado concedeu tutela de urgência e determinou que a Meta remova, no prazo de até 48 horas, os conteúdos identificados. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, limitada a 30 dias.
Além da retirada das publicações, a decisão também proíbe que os perfis responsáveis voltem a divulgar conteúdos com o mesmo teor. Caso a determinação seja descumprida, a penalidade pode chegar a R$ 20 mil.
Os posts questionados afirmavam, sem provas, que o senador teria envolvimento com a facção criminosa, o que, segundo a defesa, extrapola os limites da liberdade de expressão e configura difamação.
A decisão ocorre em um contexto de crescente judicialização de conteúdos publicados nas redes sociais, especialmente envolvendo figuras públicas. Especialistas apontam que o Judiciário tem sido cada vez mais acionado para conter a disseminação de desinformação e proteger direitos individuais.
O caso segue em tramitação e ainda poderá ter novos desdobramentos ao longo do processo.
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