Diário de São Paulo
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Investigação aponta repasses de R$ 102 milhões do Banco Master a empresa alvo de apuração por lavagem de dinheiro

Movimentações financeiras atribuídas ao Banco Master colocam novamente o empresário Daniel Vorcaro no centro das investigações. Recursos foram destinados a uma empresa ligada a uma apuração sobre suposta organização criminosa no setor de combustíveis do Rio de Janeiro.

Vorcaro volta ao foco das investigações após apuração identificar repasses milionários do Banco Master para empresa investigadas - Imagem: Reprodução
Vorcaro volta ao foco das investigações após apuração identificar repasses milionários do Banco Master para empresa investigadas - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 11/06/2026, às 12h02


Daniel Vorcaro é novamente mencionado em investigações sobre o Banco Master, após a descoberta de repasses de R$ 102 milhões para a Metanoien Participações, ligada a um esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

Os pagamentos, registrados como serviços prestados, ocorreram entre 2023 e 2025 e envolvem a sócia Rose Evelyn Machado Coité, citada em apurações sobre uma rede de postos de combustíveis usada para ocultação patrimonial.

As investigações da Operação Carbono Oculto buscam determinar a legitimidade dos pagamentos e suas conexões com práticas criminosas, enquanto o Banco Master enfrenta crescente pressão devido a suas operações financeiras e governança.

O empresário Daniel Vorcaro voltou a ser citado em investigações envolvendo o Banco Master após a identificação de repasses que somam R$ 102 milhões para uma empresa investigada por supostas ligações com um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa no Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com as informações reveladas pela imprensa nacional, os pagamentos ocorreram entre 2023 e 2025 e tiveram como destinatária a Metanoien Participações e Consultoria Ltda. O Banco Master registrou as operações como pagamentos referentes à prestação de serviços.

A empresa tem como sócia administradora Rose Evelyn Machado Coité, nome citado pelo Ministério Público Federal em investigações que apuram a existência de uma suposta estrutura de postos de combustíveis administrada por intermédio de terceiros. Segundo os investigadores, a rede seria utilizada para ocultação patrimonial e movimentações financeiras suspeitas.

As transferências surgiram no contexto das investigações da Operação Carbono Oculto, que busca identificar possíveis conexões entre organizações criminosas, o mercado de combustíveis e estruturas financeiras utilizadas para a circulação de recursos considerados suspeitos.

Embora Rose Evelyn seja apontada nas investigações como pessoa ligada ao setor, registros públicos indicam que a Metanoien não possui atividade econômica formal relacionada ao comércio de combustíveis. Na Receita Federal, a empresa aparece cadastrada para atividades de consultoria empresarial, gestão de negócios e serviços administrativos.

As apurações também identificaram semelhanças entre a Metanoien e outra empresa que manteve relações financeiras com o Banco Master, a Mídias Promotora. As duas companhias possuem características societárias semelhantes e foram alvo de atenção das autoridades em diferentes investigações. Informações divulgadas pela imprensa indicam que ambas compartilham estruturas empresariais semelhantes e mantiveram operações milionárias com a instituição financeira.

Até o momento, não há acusação formal contra Daniel Vorcaro especificamente em relação aos repasses feitos à Metanoien. A defesa do empresário informou que não comentaria o caso. Já a sócia administradora da empresa investigada também não havia apresentado manifestação pública até o fechamento desta reportagem.

O caso amplia a pressão sobre o Banco Master, que já esteve no centro de outras apurações relacionadas a operações financeiras e práticas de governança. Paralelamente, investigações conduzidas por órgãos de controle e pela Polícia Federal continuam analisando possíveis vínculos entre empresas, operadores financeiros e grupos investigados por crimes econômicos.

As autoridades buscam esclarecer se os pagamentos realizados possuem justificativa comercial compatível com os contratos firmados ou se podem estar relacionados a mecanismos de ocultação e movimentação de recursos. O processo segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.


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