Os interrogatórios dos réus do núcleo 2 e 4 ocorrerão na quinta-feira, com transmissão ao vivo pela TV Justiça

Gabriela Thier Publicado em 23/07/2025, às 19h09
Na próxima segunda-feira (28), ocorrerá o interrogatório dos dez réus do núcleo 3 envolvidos na suposta trama golpista, conforme anunciado nesta quarta-feira (23) pelo ministro Alexandre de Moraes, que atua como relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Os réus são acusados de realizar operações táticas que incluíam o monitoramento de alvos do complô e planos para o sequestro e execução de autoridades.
Além disso, nesta quarta-feira, foram finalizados os depoimentos de todas as testemunhas relacionadas aos quatro núcleos da investigação. Os últimos nomes convocados pela defesa do núcleo 3 foram ouvidos, totalizando todas as testemunhas que se apresentaram para esclarecer questões sobre a tentativa de golpe de Estado. Esses depoimentos foram solicitados tanto pela acusação quanto pelas defesas dos 31 réus envolvidos nas quatro esferas do processo.
Na quinta-feira (24), está previsto o interrogatório dos seis réus do núcleo 2, que são acusados de coordenar ações estratégicas essenciais para a execução do golpe, incluindo a elaboração de um decreto golpista e o uso indevido da estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No mesmo dia, os sete réus do núcleo 4 também serão interrogados. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), esses indivíduos teriam disseminado informações falsas com o intuito de semear desconfiança em relação às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral, criando um ambiente social propício ao golpe.
Os interrogatórios serão transmitidos ao vivo pela TV Justiça, assim como ocorreu anteriormente com os depoimentos dos réus do núcleo 1 da trama. Embora ações penais costumem ser públicas, este caso é inédito por ser transmitido ao vivo pelos canais oficiais do STF.
Diferentemente das oitivas das testemunhas, cujos depoimentos não foram divulgados ao público, as audiências puderam ser acompanhadas apenas por jornalistas em uma sala reservada em Brasília, conforme determinação do ministro Moraes. Com o término das oitivas, os registros das declarações das testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 serão anexados aos autos de cada ação penal.
A investigação sobre a trama golpista foi segmentada em quatro ações penais. Essa divisão foi proposta pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e aprovada pela Primeira Turma do Supremo, sendo justificada como uma medida para agilizar e organizar o trâmite processual, apesar das críticas provenientes das defesas.
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