O ministro interino da Justiça e Segurança Pública afirmou que a informação será apurada até as últimas consequências para identificar e punir os responsáveis

Marina Milani Publicado em 05/01/2024, às 08h03
O ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, se pronunciou nesta quinta-feira (4), em Brasília, sobre o suposto plano de assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cappelli classificou o plano como "gravíssimo e inaceitável" e afirmou que as investigações devem ir até "as últimas consequências" para punir os responsáveis.
Alexandre de Moraes revelou em entrevista ao jornal O Globo que as investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 descobriram a preparação de planos para prisão e assassinato do magistrado, inclusive com a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Três planos para prender e matar o ministro foram identificados, um deles prevendo enforcamento na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Cappelli, em conversa com jornalistas, destacou a gravidade do suposto plano e afirmou que a informação será apurada até as últimas consequências para identificar e punir os responsáveis. Em uma rede social, ele afirmou: "O plano contra o ministro Alexandre de Moraes indigna todos os democratas. Iremos às últimas consequências para identificar e punir todos os responsáveis. [Eles] acertarão suas contas com a Justiça e com a história."
Os eventos ocorreram em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com o resultado da eleição presidencial de 2022, invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar no Brasil. Alexandre de Moraes era um dos principais alvos das manifestações golpistas iniciadas após o segundo turno da eleição de outubro de 2022.
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