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Indústria de defesa

Governo lança catálogo para impulsionar indústria de defesa brasileira

Documento reúne empresas e produtos do setor e busca ampliar presença do país no mercado internacional

Com essa iniciativa, o governo busca consolidar a presença do Brasil no mercado global, estimulando investimentos e autonomia tecnológica - Imagem: Reprodução/ Hisaac Gomes e Érico Alves
Com essa iniciativa, o governo busca consolidar a presença do Brasil no mercado global, estimulando investimentos e autonomia tecnológica - Imagem: Reprodução/ Hisaac Gomes e Érico Alves

Letícia Sales Publicado em 24/03/2026, às 12h28


O Ministério da Defesa lançou, nesta segunda-feira (23), o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID),com o objetivo de mapear e promover empresas e tecnologias desenvolvidas no Brasil voltadas ao setor.

O documento reúne uma ampla lista de produtos, incluindo mísseis, drones e aeronaves, além de informações sobre fabricantes nacionais. Segundo a pasta, a presença dos itens no catálogo não indica que eles integrem o arsenal das Forças Armadas, mas sim que estão disponíveis no mercado por meio da indústria brasileira.

A iniciativa é voltada a autoridades governamentais, militares, investidores e delegações estrangeiras, com foco na ampliação de parcerias e na abertura de novos mercados. A estratégia inclui a distribuição do material em feiras especializadas, eventos internacionais, embaixadas e escritórios de representação.

Durante o lançamento, o ministro da Defesa, José Mucio, destacou o potencial de crescimento do setor. “O seu conteúdo e o seu significado. O seu conteúdo é o que já somos. E o seu significado é o que nós poderemos ser. Nós podemos crescer muito. Somos a maior indústria de defesa da América do Sul”, afirmou.

Já a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o país. “Fortalecer a indústria de defesa é fortalecer o Brasil, suas capacidades produtivas, tecnológicas e institucionais”, disse. Segundo ela, o catálogo também contribui para dar mais previsibilidade e segurança jurídica às aquisições públicas no setor.

Com a nova ferramenta, o governo busca consolidar a presença do Brasil no mercado global de defesa, estimulando investimentos e reforçando a autonomia tecnológica nacional.


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