Ministro Dario Durigan afirma que União não cobrirá rombo do Banco de Brasília e condiciona ajuda a risco sistêmico

Redação Publicado em 05/05/2026, às 11h10
O governo federal reafirmou que não assumirá a responsabilidade pela crise do Banco de Brasília (BRB), com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizando que a situação é de competência do Governo do Distrito Federal (GDF). A declaração ocorre em meio a tentativas da governadora Celina Leão de obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o banco.
Durigan expressou desconfiança sobre a origem dos problemas financeiros do BRB, afirmando que não é aceitável usar recursos públicos federais para cobrir prejuízos que ainda não estão claros. O GDF justifica a necessidade de capitalização devido a 'eventos adversos' que afetaram a liquidez do banco, mas a falta de informações detalhadas tem dificultado o processo.
O pedido de socorro ao Ministério da Fazenda aguarda análise técnica, com o secretário do Tesouro, Daniel Leal, indicando a falta de informações essenciais. A decisão sobre um possível apoio federal dependerá da comprovação de risco sistêmico, enquanto o governo federal mantém que a responsabilidade pela crise é local.
O governo federal elevou o tom diante da crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e deixou claro que não pretende assumir a responsabilidade pelo rombo da instituição. Em declaração pública, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a situação é de competência do Governo do Distrito Federal (GDF) e não deve ser transferida para a União.
Durante entrevista ao programa Roda Viva, o ministro foi direto ao classificar o problema: “Esse debate não pode ser empurrado para o governo federal”. Segundo ele, o Tesouro Nacional só deve intervir em cenários extremos, quando houver risco concreto ao sistema financeiro nacional.
A fala ocorre em meio às tentativas da governadora Celina Leão de obter um empréstimo bilionário para capitalizar o banco. O pedido gira em torno de R$ 6,6 bilhões, com a proposta de usar ativos públicos como garantia.
Pressão por explicações
O posicionamento do Ministério da Fazenda também sinaliza desconfiança em relação à origem do problema. Durigan ressaltou que não é justificável utilizar recursos públicos federais para cobrir prejuízos ainda considerados pouco claros.
“Não posso pegar dinheiro público para cobrir um caso que, no mínimo, está mal explicado”, afirmou o ministro, indicando que o governo espera mais transparência sobre as causas da crise.
O pedido formal de socorro foi encaminhado ao Ministério da Fazenda, mas ainda depende de análise técnica. O secretário do Tesouro, Daniel Leal, já indicou que faltam informações essenciais para avançar na avaliação.
Cenário de incerteza
O GDF argumenta que a necessidade de capitalização do BRB decorre de “eventos adversos” que afetaram a liquidez e a qualidade dos ativos do banco. Ainda assim, a falta de detalhes técnicos tem dificultado o andamento do processo.
Nos bastidores, a crise acende alertas sobre a governança e a sustentabilidade financeira da instituição, além de levantar debates sobre o limite de atuação da União em crises regionais.
A definição sobre eventual apoio federal dependerá, sobretudo, da comprovação de impacto sistêmico — ou seja, risco de contaminação para o conjunto do sistema bancário. Até lá, o recado do governo é claro: a responsabilidade permanece no âmbito local.
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