Diário de São Paulo
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Governo de SP propõe reajuste do salário mínimo estadual para R$ 1.804

Novo valor proposto supera a inflação e pode reforçar o poder de compra dos trabalhadores

Novo piso salarial proposto busca aliviar impacto da inflação no bolso da população - Imagem: Divulgação | Agência SP
Novo piso salarial proposto busca aliviar impacto da inflação no bolso da população - Imagem: Divulgação | Agência SP

Lívia Gennari Publicado em 03/05/2025, às 16h17


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, encaminhou nesta semana à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) um projeto de lei que propõe o reajuste do salário mínimo paulista para R$ 1.804. Caso aprovado, o novo valor representará um aumento de 10% em relação ao piso atual, estabelecido no ano passado, e será 18,84% superior ao salário mínimo nacional, que hoje é de R$ 1.518.

A proposta busca garantir um ganho real aos trabalhadores, já que o reajuste supera a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,77%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Desde 2022, o salário mínimo em São Paulo aumentou 40,5%, acima da inflação do período, que foi de 15,10%.

Durante o anúncio, o governador destacou o impacto positivo da medida na economia do estado e na vida dos trabalhadores.

“Estamos falando de um ganho real da ordem de 27% desde a nossa chegada. Conseguimos chegar a um equilíbrio para oferecer o salário mínimo de R$ 1.804. É um recurso que chega em boa hora, no momento em que as pessoas estão pressionadas pelo preço dos alimentos. É uma injeção de recursos na nossa economia, que será extremamente relevante, aliada a outras ações que estamos tomando”, afirmou Tarcísio.

Se aprovado, este será o terceiro reajuste consecutivo do piso estadual acima da inflação. A política adotada pela atual gestão tem como foco a recuperação do poder de compra da população de baixa renda, especialmente diante da alta dos preços de itens essenciais.

O novo valor do salário mínimo beneficia não só quem trabalha com carteira assinada e ganha o piso estadual, mas também interfere nos valores de alguns benefícios sociais e pode servir de base para outros acordos de salários em São Paulo, inclusive no mercado informal.

O projeto de lei será analisado nas comissões da Alesp antes de ir a plenário. Caso receba o aval dos deputados, o novo valor entrará em vigor ainda neste ano.


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