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Flávio Bolsonaro sobe o tom contra Moraes: "Não vou abaixar a cabeça para tirano"

Senador do PL criticou o ministro do STF após novas restrições impostas a Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar

O pré-candidato ao Planalto discursou em evento partidário realizado em Vitória, no Espírito Santo - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
O pré-candidato ao Planalto discursou em evento partidário realizado em Vitória, no Espírito Santo - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 19/07/2026, às 15h30


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar publicamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante um evento do Partido Liberal realizado neste sábado (18), em Vitória, no Espírito Santo. As declarações ocorreram um dia após o magistrado impor novas restrições às visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília.

Em seu discurso, Flávio afirmou que Moraes tem extrapolado suas atribuições e acusou o ministro de agir de forma autoritária. O parlamentar também relacionou as decisões judiciais ao cenário eleitoral, sustentando que o STF estaria interferindo no processo político brasileiro.

Ao comentar as medidas adotadas pelo Supremo, o senador disse que Jair Bolsonaro vem sendo alvo de sucessivos ataques e classificou a mais recente decisão como mais um episódio de perseguição. Flávio ainda afirmou que não pretende recuar diante das determinações impostas pelo ministro.

O Alexandre de Moraes parece sem alma, parece o demônio usando uma pessoa para fazer mal para os outros, rasgando Lei, rasgando a Constituição”, disse. 

As restrições foram anunciadas por Alexandre de Moraes na sexta-feira(17), após a divulgação, nas redes sociais de Flávio Bolsonaro, de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente. Na avaliação do ministro, a publicação descumpriu as condições estabelecidas para a manutenção da prisão domiciliar, que proíbem o uso indireto de redes sociais ou manifestações com conteúdo político.

Com isso, Moraes determinou que Jair Bolsonaro fique impedido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026. Além disso, suspendeu por 30 dias as visitas em geral, permitindo apenas o acesso de advogados e profissionais de saúde.

No caso de Flávio Bolsonaro, a restrição foi ampliada para 90 dias. Embora integre a equipe de defesa do pai, o senador teve as visitas suspensas em razão da divulgação da carta, considerada pelo ministro uma violação das condições impostas pela Justiça.

Ainda durante o evento partidário, Flávio voltou a afirmar que Alexandre de Moraes estaria interferindo no processo eleitoral e criticou a atuação do STF em processos relacionados às eleições. As declarações ocorreram no mesmo dia em que o ministro também negou o pedido do presidente da Argentina, Javier Milei, para visitar Jair Bolsonaro, mantendo as limitações estabelecidas pela decisão judicial.


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