Marcelo Arruda foi baleado por Jorge Guaranho na própria festa de aniversário, que tinha como tema o PT

Marina Milani Publicado em 08/02/2024, às 07h48
A Advocacia-Geral da União (AGU) finalizou um acordo para compensar a companheira e os quatro filhos de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, que foi morto em 2022 após uma discussão política. A Justiça Federal de Foz do Iguaçu (PR) homologou o acordo nesta quarta-feira (7).
Marcelo Arruda, que também era guarda municipal, foi assassinado em 9 de julho pelo policial penal Jorge Guaranho, um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma festa de aniversário. O acordo de indenização considerou que Guaranho se aproveitou de sua posição de agente público para cometer o crime.
O valor da indenização, fixado em R$ 1,7 milhão, foi calculado com base na pensão que seria devida aos filhos de Marcelo Arruda, levando em conta a idade de cada um. A AGU afirmou que tomará medidas legais para que o autor do disparo reembolse a quantia paga à família da vítima. Mesmo não estando mais com Marcelo na época do crime, a ex-esposa do guarda municipal também buscou indenização por meio de uma ação judicial.
Clara Nitão, procuradora Nacional da União de Negociação, destacou: “Vivemos um verdadeiro amadurecimento institucional da AGU ao avançar na resolução pacífica das questões desde o início do processo. Essa abordagem colaborativa busca a paz social, aliviando o sofrimento dos envolvidos”.
Relembre o caso
Marcelo Arruda foi baleado por Jorge Guaranho durante sua própria festa de aniversário, que tinha como tema o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então pré-candidato à Presidência. O guarda municipal revidou e atingiu o apoiador de Bolsonaro, que sobreviveu e passou um mês no hospital. Jorge Guaranho é réu por homicídio duplamente qualificado e enfrentará julgamento popular em 4 de abril de 2024.
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