Documentos apontam repasses, pagamento de despesas da família do deputado e empréstimos consignados feitos pela ex-servidora da Câmara.

Redação Publicado em 27/05/2026, às 09h47
O deputado federal Mario Frias enfrenta uma crise política após denúncias de um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete, com ex-assessora revelando que recebeu R$ 237 mil, incluindo salários e auxílios, durante seu período de trabalho.
Documentos indicam que parte do salário foi devolvida ao chefe de gabinete e a familiares de Frias, com transferências financeiras para sua mãe e pagamentos de despesas pessoais, levantando suspeitas sobre a legalidade das transações.
Em resposta às denúncias, parlamentares do PSol solicitaram a quebra de decoro parlamentar de Frias, enquanto deputados do PT pediram à Procuradoria-Geral da República uma investigação, mas o deputado ainda não se manifestou sobre as acusações.
O deputado federal Mario Frias voltou ao centro de uma nova crise política após denúncias de suposto esquema de rachadinha envolvendo seu gabinete na Câmara dos Deputados.
A ex-assessora parlamentar Gardênia Morais, que trabalhou no gabinete entre fevereiro de 2023 e maio de 2024, recebeu cerca de R$ 237 mil no período, segundo dados da folha de pagamento da Câmara. O valor inclui salários líquidos, auxílios, gratificações e verbas indenizatórias.
As denúncias vieram à tona após a divulgação de comprovantes bancários e extratos que indicariam devoluções de parte do salário ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo e a familiares ligados ao grupo político.
Entre os documentos revelados, aparecem transferências para parentes do parlamentar e pagamentos de despesas pessoais da família de Frias. Um dos comprovantes mostra um PIX de R$ 1 mil destinado à mãe do deputado, Maria Lucia Frias. Outro registro aponta o pagamento de uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar no valor de R$ 4,8 mil.
Gardênia também afirmou que contraiu cinco empréstimos consignados durante o período em que atuou no gabinete e que parte dos recursos teria sido destinada ao então chefe de gabinete.
A repercussão levou parlamentares do PSol a protocolarem um pedido de quebra de decoro parlamentar contra Mario Frias. Já deputados do Partido dos Trabalhadores acionaram a Procuradoria-Geral da República para investigar o caso.
Até o momento, Mario Frias não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.
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