Declaração ocorre após mudança de posicionamento de Tabata Amaral e especulações sobre oferta de cargo

Marina Milani Publicado em 31/01/2024, às 07h55
O presidente Lula (PT) desmentiu nesta terça-feira (30) a suposta oferta de um ministério à deputada federal Tabata Amaral (PSB) para desistir de sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo. A mudança de posicionamento da parlamentar em relação à candidatura gerou especulações, mas Lula enfatizou, durante entrevista à rádio CBN Recife, que a prioridade na capital paulista é "derrotar o bolsonarismo".
A afirmação surge em meio ao cenário político paulistano, com a pré-candidatura de Amaral apoiada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula destacou o respeito por Tabata Amaral, afirmando que não tentaria impedi-la de ser candidata e que ela tem plena consciência do que representa para São Paulo.
"Tenho uma relação de muito respeito com a Tabata, uma jovem que tem um futuro político nesse país. Eu jamais iria tentar corrompê-la com um cargo para ela não ser candidata a prefeita. Ela sabe o que pode fazer, tem noção do que é São Paulo. Se ela quiser ser candidata a prefeita, e ela vai ser, porque tem um partido político que vai decidir, não é o presidente Lula que vai impedir", declarou Lula.
Ao abordar a situação política na cidade, Lula ressaltou a necessidade de unir esforços para derrotar o bolsonarismo. O termo refere-se à possível candidatura de Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito de São Paulo, apoiado pelo Partido Liberal (PL) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Se a Tabata for candidata e o Boulos for candidato, quem for melhor e for para o segundo turno, eu estarei apoiando. Se os dois forem para o segundo turno, aí sim, vai ter divergência. Mas o que nós precisamos é derrotar o bolsonarismo na cidade de São Paulo", afirmou Lula.
A declaração do presidente reforça a polarização política na capital paulista, onde diferentes forças políticas buscam consolidar suas candidaturas e alianças para as eleições municipais de outubro. O PT continua a apoiar o candidato Guilherme Boulos (PSOL) e conta com a volta de Marta Suplicy ao partido, que aceitou ser vice na chapa de Boulos.
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