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Congresso Nacional

Erika Hilton admite abrir mão de análise na Comissão da Mulher para acelerar votação do PL da misoginia

Deputada defende urgência na tramitação do projeto que prevê prisão de até 5 anos para crimes de ódio contra mulheres; texto pode ir direto ao plenário.

Erika Hilton defende tramitação urgente de projeto que criminaliza a misoginia no Brasil - Imagem: Reprodução
Erika Hilton defende tramitação urgente de projeto que criminaliza a misoginia no Brasil - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 27/03/2026, às 10h20


A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) está disposta a abrir mão da tramitação do Projeto de Lei da Misoginia na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para acelerar sua votação no Congresso, visando uma resposta rápida ao aumento da violência e discursos de ódio contra mulheres no Brasil.

A proposta busca incluir a misoginia na Lei do Racismo, equiparando crimes de ódio contra mulheres a outras práticas já tipificadas, com penas que variam de dois a cinco anos de prisão e multa.

Hilton planeja apresentar um requerimento de urgência para que o projeto siga diretamente ao plenário da Câmara, enquanto a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) também articula para garantir a rápida votação da proposta, que, se aprovada sem alterações, será enviada para sanção do presidente Lula.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, afirmou que está disposta a abrir mão da tramitação do Projeto de Lei da Misoginia no colegiado que preside para acelerar a votação da proposta no Congresso.

Segundo a parlamentar, embora considere que o tema deveria passar pela comissão, a prioridade neste momento é garantir celeridade na análise e aprovação do texto. A estratégia discutida é a apresentação de um requerimento de urgência, permitindo que o projeto seja encaminhado diretamente ao plenário da Câmara dos Deputados.

De acordo com Erika, o avanço rápido da proposta é necessário diante do cenário de aumento de discursos de ódio e violência contra mulheres no país. A deputada defendeu que o Congresso e demais instituições precisam dar uma resposta firme e imediata.

Ela também ressaltou que pretende atuar para evitar alterações no conteúdo do projeto durante a tramitação. A manutenção do texto original, segundo a parlamentar, será um dos principais desafios políticos no processo legislativo.

No Senado, a relatora da proposta, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), também defendeu a rápida tramitação do projeto na Câmara. A parlamentar afirmou que deve articular politicamente para que a proposta seja votada o quanto antes pelos deputados federais.

O projeto de lei prevê a inclusão da misoginia na Lei do Racismo, equiparando crimes de ódio contra mulheres às práticas já tipificadas na legislação brasileira. A proposta estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

Caso seja aprovado na Câmara sem modificações, o texto seguirá diretamente para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, podendo ser transformado em lei.

A movimentação ocorre em meio ao aumento do debate público sobre violência de gênero e responsabilização de discursos misóginos, tema que tem ganhado espaço no Congresso e na sociedade civil.


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