Ex-deputado reagiu às declarações do pré-candidato do Novo à Presidência sobre a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e sugeriu que a aliança entre os grupos políticos seja encerrada.

Ana Beatriz Publicado em 13/06/2026, às 23h03
Eduardo Bolsonaro defendeu um rompimento político com o Partido Novo após críticas do ex-governador Romeu Zema ao senador Flávio Bolsonaro, aumentando a tensão entre grupos conservadores no Brasil.
Zema questionou a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal, o que gerou uma forte reação da família Bolsonaro, que vê a crítica como uma disputa por espaço na direita.
Eduardo sugeriu que a deputada Júlia Zanatta deveria ser considerada para uma chapa presidencial ao lado de Flávio, em vez de Zema, enquanto o Partido Novo ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu neste sábado, 13, um rompimento político entre o grupo bolsonarista e o Partido Novo após novas críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato da legenda à Presidência da República, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação foi publicada na rede social X e amplia a tensão entre duas das principais forças do campo conservador brasileiro.
A reação ocorreu depois de Zema questionar a proximidade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em operações conduzidas pela Polícia Federal. Em entrevista, o ex-governador afirmou que a relação deveria ser vista com cautela, declaração que provocou forte resposta da família Bolsonaro.
Na publicação, Eduardo saiu em defesa do irmão e afirmou que as críticas teriam motivação política. Segundo ele, Zema estaria atacando Flávio por desejar ocupar o mesmo espaço dentro da direita brasileira. O ex-deputado escreveu ainda que, por ele, haveria um rompimento "geral" com o Partido Novo.
Além de defender o senador, Eduardo Bolsonaro sugeriu uma composição alternativa para uma eventual disputa presidencial. Segundo a publicação, ele afirmou que preferiria ver a deputada federal Júlia Zanatta integrando uma futura chapa ao lado de Flávio Bolsonaro, em vez de Romeu Zema.
O episódio evidencia o aumento das divergências dentro do campo conservador em meio às articulações para as eleições presidenciais. Nos bastidores, Zema e Flávio Bolsonaro chegaram a ser apontados como possíveis aliados em uma futura composição eleitoral, hipótese que agora enfrenta resistência pública de integrantes da família Bolsonaro.
As declarações também recolocam no centro do debate a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O tema ganhou repercussão nacional após a divulgação de informações sobre contatos entre o senador e o empresário, que se tornou alvo de investigações envolvendo o Banco Master. O caso vem sendo explorado por adversários políticos e tem provocado desgastes dentro do próprio campo da direita.
Até o momento, não houve manifestação oficial do Partido Novo sobre a declaração de Eduardo Bolsonaro. Também não foram anunciadas mudanças formais na relação política entre as legendas.
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