Ministro Alexandre de Moraes pressiona a defesa por documentos que comprovem a condição médica do general antes de decidir

Redação Publicado em 30/11/2025, às 16h09
General Heleno Diz que Alzheimer é Recente e Tenta Deixar a Prisão em Casa
A defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), esclareceu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a doença de Alzheimer do militar foi diagnosticada no início deste ano, e não lá em 2018, como indicou um laudo médico recente. O objetivo dessa correção é conseguir que o general, condenado por participação em um plano de golpe de Estado em 2022, cumpra sua pena em prisão domiciliar.
O pedido para que o general vá para casa foi reforçado pelo seu advogado, Matheus Milanez, que argumenta que, devido à idade avançada (78 anos) e ao transtorno cerebral progressivo, ele deveria receber o benefício por razões humanitárias. Heleno começou a cumprir a pena de 21 anos em regime fechado na última terça-feira (25), logo após a conclusão do processo no Supremo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado a favor da ideia de conceder a prisão em casa para o general na última sexta-feira (28), dando um peso extra ao pedido da defesa.
Moraes Pressiona por Documentos Médicos
A mudança na data do diagnóstico aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes exigir que a defesa apresentasse documentos que comprovassem a condição médica do general, antes de tomar qualquer decisão sobre a transferência para prisão domiciliar.
Esclarecimento da defesa
O advogado de Heleno explicou ao ministro que a confusão sobre a data (2018) provavelmente surgiu de um erro na perícia do Exército feita após a prisão.
"Em nenhum momento esta defesa técnica afirmou que o Requerente [Augusto Heleno] possuía a doença de Alzheimer desde o ano de 2018," garantiu a defesa.
Eles sustentam que o general, na verdade, tem acompanhamento médico e psiquiátrico desde 2018, mas o Alzheimer foi confirmado de fato apenas em janeiro de 2025.
O advogado sugere que o perito pode ter se confundido ao perguntar sobre a saúde do general, já que Heleno "apresenta diagnóstico de Alzheimer e não tem condições de explanar sobre marcos temporais”.
O que o ministro quer saber
Moraes, por sua vez, cobrou novamente a defesa no sábado (29), dando um prazo de cinco dias para que sejam apresentados os seguintes documentos: o primeiro exame que registrou sinais de demência mista em 2018, se houver; todos os relatórios, avaliações e exames médicos (neurológicos, psiquiátricos, etc.) feitos desde 2018; e documentos que provem as consultas médicas e quem acompanhou a evolução da doença.
O ministro destacou ainda que o período em que o Exército diz que Heleno convive com a doença (desde 2018) coincide com o tempo em que ele era ministro do GSI. Moraes perguntou se Heleno havia comunicado o diagnóstico a algum órgão do governo na época.
A defesa negou essa possibilidade, afirmando que "o réu não estava diagnosticado com a doença de Alzheimer nos anos de 2019 a 2022, sendo diagnosticado somente em janeiro de 2025." Eles concluíram, portanto, que não havia nada a informar à Presidência ou a outros órgãos.
O advogado finalizou reiterando o pedido de prisão domiciliar urgente ao ministro, citando o parecer favorável da PGR e ressaltando que o estado de saúde do general foi o motivo pelo qual ele escolheu responder apenas ao seu advogado durante o interrogatório no processo, pois já não tinha mais "segurança quanto a fatos e cronologias”.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Negociações climáticas em Bonn encerram etapa sem texto final aprovado

Gilmar critica atuação de Mendonça em tratativas de delação de Vorcaro e vê semelhanças com a Lava Jato

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça