Parlamentar do PL afirma que medidas do governo federal ameaçam a liberdade de expressão e ampliam o controle estatal sobre plataformas digitais e provedores de internet.

Ana Beatriz Publicado em 24/05/2026, às 21h55
A deputada Júlia Zanatta protocolou um projeto na Câmara dos Deputados para sustar decretos do governo Lula que regulamentam plataformas digitais, alegando que as medidas ameaçam a liberdade de expressão e aumentam a interferência estatal na internet.
Os decretos visam responsabilizar empresas de tecnologia em meio a preocupações sobre desinformação e discurso de ódio, enquanto a base aliada defende a necessidade de regras claras para o ambiente digital.
O projeto de Zanatta passará por comissões antes de ser analisado em plenário, e, se aprovado, poderá suspender os efeitos dos decretos, mas o governo ainda não se manifestou sobre a proposta.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto para sustar os decretos editados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionados à regulamentação de plataformas digitais e serviços de internet no Brasil.
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 455/2026 foi apresentado pela parlamentar, que atualmente preside a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão. A iniciativa conta com apoio do Instituto Livre Mercado.
O texto busca derrubar os decretos 12.975 e 12.976, publicados pelo governo federal sob a justificativa de regulamentar responsabilidades de plataformas digitais, redes sociais e provedores de internet em território nacional.
Segundo Júlia Zanatta, as medidas representam risco à liberdade de expressão e ampliam a possibilidade de interferência estatal sobre conteúdos publicados na internet.
“A sociedade não pode aceitar que o governo avance sobre a internet sob o pretexto de regulamentação”, afirmou a deputada. “O que está em jogo é a liberdade, a segurança jurídica e o direito dos brasileiros de se expressarem sem controle estatal.”
Os decretos editados pelo governo Lula fazem parte de uma série de iniciativas voltadas ao ambiente digital e à responsabilização de empresas de tecnologia, especialmente diante do aumento de debates sobre desinformação, discurso de ódio, conteúdos ilícitos e atuação das grandes plataformas no país.
A proposta do governo federal vem sendo defendida por integrantes da base aliada como uma tentativa de estabelecer regras mais claras para o funcionamento das plataformas digitais, ampliar mecanismos de responsabilização e garantir maior segurança jurídica no ambiente virtual.
Por outro lado, parlamentares da oposição, entidades liberais e grupos ligados à defesa da liberdade de expressão vêm criticando as iniciativas, alegando risco de censura, excesso de regulação e possíveis limitações à atuação de usuários e empresas no ambiente digital.
O Projeto de Decreto Legislativo apresentado por Zanatta deverá passar pelas comissões da Câmara antes de eventual análise em plenário. Caso aprovado pelo Congresso Nacional, os efeitos dos decretos presidenciais podem ser suspensos.
A discussão sobre regulação das redes sociais e plataformas digitais se tornou um dos principais temas do debate político brasileiro nos últimos anos, especialmente após episódios envolvendo disseminação de fake news, ataques virtuais, conteúdos extremistas e disputas judiciais relacionadas à moderação de conteúdo nas redes.
Até o momento, o governo federal não comentou oficialmente o protocolo do projeto apresentado pela deputada catarinense.

Jovem que morreu em salto sem corda publicou mensagem minutos antes da tragédia em Limeira

Por que Endrick ficou fora da estreia da Seleção? Ancelotti abre o jogo

Esqueça tudo o que você aprendeu para falar em público

Quando é o próximo jogo do Brasil na Copa? Veja data e horário

Jovem morre após salto sem equipamento de segurança em atividade de rope jump no interior de São Paulo

Cantor Oliver Tree está entre os mortos em acidente com helicópteros no Rio de Janeiro

Suíços rejeitam proposta que limitaria população a 10 milhões de habitantes

Que tal um novo normal?

Delação rejeitada de Daniel Vorcaro citou de Moraes e contratos com escritório da esposa do ministro

Por quanto é vendida uma cerveja no estádio da Copa? Saiba o valor