Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, proposta apresentada pelo fundador do Banco Master mencionou contratos milionários com o escritório de Viviane Barci de Moraes. Polícia Federal recusou o acordo por considerar que ele não preenchia os requisitos necessários para a colaboração premiada.

Ana Beatriz Publicado em 14/06/2026, às 12h17
A proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que mencionava o ministro do STF Alexandre de Moraes, foi rejeitada pela Polícia Federal por não atender aos requisitos necessários para um acordo. O documento incluía contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, levantando suspeitas sobre relações institucionais.
Vorcaro alegou a existência de contratos que totalizavam cerca de R$ 179 milhões, com o intuito de estreitar laços com Moraes, mas a PF considerou que a proposta não trouxe informações novas ou relevantes para as investigações em curso. A recusa da delação ocorre em um contexto de pressão sobre o ex-banqueiro, que está preso e busca benefícios legais.
A Polícia Federal também recomendou o fim das condições especiais de custódia de Vorcaro, aguardando agora a manifestação da Procuradoria Geral da República e uma decisão do STF. O caso faz parte de investigações mais amplas sobre o Banco Master, com a expectativa de que novos desdobramentos possam esclarecer as alegações apresentadas.
A proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, fez referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, segundo informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. O documento, entretanto, acabou rejeitado pela Polícia Federal (PF), que avaliou que a colaboração não atendia aos requisitos exigidos para a celebração de um acordo.
De acordo com a publicação, um dos anexos da proposta tratava de contratos firmados entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Segundo o relato apresentado por Vorcaro às autoridades, um contrato estimado em R$ 129 milhões teria sido celebrado com o objetivo de estreitar relações institucionais com Alexandre de Moraes.
A proposta também mencionava um segundo vínculo comercial entre a instituição financeira e o escritório de advocacia, avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões. Conforme o material entregue durante as negociações, esse novo contrato ampliaria uma relação profissional que já era de conhecimento das autoridades responsáveis pelas investigações.
Apesar das alegações apresentadas, a Polícia Federal decidiu rejeitar a colaboração premiada. Investigadores entenderam que a proposta não trouxe elementos inéditos suficientes nem contemplou toda a extensão dos fatos que, na avaliação da corporação, poderiam ser esclarecidos pelo ex-banqueiro.
A recusa ocorre em um momento de crescente pressão sobre Daniel Vorcaro, que permanece preso preventivamente e tenta negociar benefícios legais por meio de um acordo de colaboração. Nos últimos dias, a PF também recomendou o encerramento das condições especiais de custódia concedidas ao investigado, entendimento que ainda depende de manifestação da Procuradoria Geral da República e de decisão do Supremo Tribunal Federal.
As informações divulgadas pelo jornal O Globo referem-se ao conteúdo apresentado por Vorcaro durante as negociações e não representam, por si só, comprovação das alegações. Até o momento, não há decisão judicial reconhecendo eventual irregularidade nos contratos mencionados, nem confirmação oficial de que os fatos narrados tenham sido validados pelas autoridades investigativas.
O caso integra um conjunto mais amplo de investigações envolvendo o Banco Master e operações financeiras sob análise das autoridades federais. A expectativa é de que os desdobramentos das apurações e a eventual manifestação dos envolvidos possam esclarecer os fatos apresentados na proposta de delação rejeitada.
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