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Crise envolvendo Flávio Bolsonaro expõe divisão entre aliados da direita

Zema endurece discurso após revelação de áudios enquanto Caiado aposta em tom conciliador

Crise envolvendo Flávio Bolsonaro expõe divisão entre aliados da direita - Imagem: Reprodução/Instagram
Crise envolvendo Flávio Bolsonaro expõe divisão entre aliados da direita - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 14/05/2026, às 18h36


A divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro provocou reações diferentes entre nomes ligados à direita e à centro-direita que já se movimentam para a disputa presidencial.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, adotou um discurso mais duro e aproveitou a repercussão para criticar diretamente Flávio Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema classificou o episódio como “um tapa na cara” e “imperdoável”, além de afirmar que o senador estaria agindo “igual ao PT”.

Segundo análise apresentada pelo jornalista Pedro Venceslau, o movimento faz parte de uma estratégia para ampliar espaço dentro do eleitorado conservador e antipetista. Zema já vinha intensificando críticas ao Supremo Tribunal Federal em busca de maior identificação com setores da direita.

As declarações provocaram reação imediata de integrantes da família Bolsonaro. Carlos Bolsonaro publicou críticas ao governador mineiro nas redes sociais, enquanto Eduardo Bolsonaro acusou Zema de fazer ataques sem ouvir “o outro lado”. Outros aliados do grupo também se manifestaram, aumentando a percepção de desgaste político entre os dois campos.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adotou postura diferente. Em vez de ampliar o confronto, ele fez um apelo pela manutenção da unidade entre partidos e lideranças da centro-direita, evitando ataques diretos.

Segundo Venceslau, Caiado preferiu uma linha mais moderada justamente para manter diálogo aberto dentro do grupo político. O governador goiano vinha adotando críticas pontuais a Flávio Bolsonaro, mas sem romper completamente com o núcleo bolsonarista.

A movimentação nos bastidores indica um cenário de disputa antecipada dentro da direita, com diferentes lideranças tentando ocupar espaço em meio ao desgaste provocado pela nova crise política.


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