Lideranças do Centrão e nomes ligados ao mercado financeiro discutem alternativa à pré-candidatura de Flávio após desgaste provocado por mensagens envolvendo Daniel Vorcaro.

Redação Publicado em 15/05/2026, às 11h02
A crise entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro está gerando movimentações na direita brasileira para as eleições presidenciais de 2026, com discussões sobre uma nova chapa liderada pela senadora Tereza Cristina e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.
O fortalecimento dessa articulação se deve ao vazamento de mensagens que implicam Flávio Bolsonaro em pedidos de ajuda financeira, o que pode prejudicar sua competitividade contra o presidente Lula em uma futura eleição.
Enquanto o Centrão avalia as pesquisas e o impacto do caso, Flávio Bolsonaro defendeu sua pré-candidatura com o apoio do pai, mas a resistência de Tereza Cristina e a hesitação de Ciro Nogueira em se comprometer com a nova chapa refletem a incerteza no cenário político conservador.
A crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro começou a provocar movimentações nos bastidores da direita brasileira para as eleições presidenciais de 2026.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, lideranças do Centrão e representantes do mercado financeiro passaram a discutir a construção de uma nova chapa presidencial encabeçada pela senadora Tereza Cristina, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata a vice-presidente.
A articulação ganhou força após o vazamento de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro envolvendo pedidos de ajuda financeira ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigações recentes.
Nos bastidores, a avaliação de setores do Centrão é de que o desgaste político pode enfraquecer a competitividade do senador contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual disputa presidencial.
De acordo com a publicação, integrantes do bloco político e agentes do mercado chegaram a procurar o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, para discutir a viabilidade da composição.
Ciro, no entanto, teria evitado aderir imediatamente à proposta, especialmente após também ter sido citado em investigações relacionadas ao chamado “Caso Master”.
A movimentação evidencia o clima de incerteza dentro da direita para a sucessão presidencial de 2026, principalmente diante das dificuldades para consolidar um nome competitivo no campo conservador.
Antes da crise, Tereza Cristina era apontada como possível vice em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro, mas aliados afirmam que a senadora demonstrava resistência à ideia.
Já Michelle Bolsonaro, segundo interlocutores, nunca teria concordado plenamente com a escolha de Flávio como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, lideranças da direita também chegaram a defender o nome da ex-primeira-dama como possível cabeça de chapa ao Palácio do Planalto.
Após o vazamento das mensagens, Flávio Bolsonaro reagiu publicamente e afirmou que recebeu apoio do pai para manter sua pré-candidatura.
Enquanto isso, partidos do Centrão seguem monitorando pesquisas e o impacto político do caso antes de definir oficialmente qual caminho irão apoiar nas eleições.
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